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Um ano depois, o que andam a fazer os campeões da Europa? (Parte IV, os avançados)

A Taça das Confederações arranca neste fim de semana e, até lá, a Tribuna Expresso publicará textos sobre os jogadores que se sagraram campeões no Euro-2016 - o que é que eles terão andado a fazer durante este ano? Acompanhe, de trás para a frente, sector a sector. Hoje é dia de ver o que andaram a fazer os nossos avançados

Francisco Perez

MIGUEL MEDINA

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1. Ricardo Quaresma

Chegou ao Europeu como campeão pelo Besiktas, mas não começou como titular na seleção portuguesa devido a problemas físicos durante a preparação do torneio. Nos sete jogos na caminhada para Paris, Fernando Santos utilizou o extremo sempre como “arma secreta”, onde o maior exemplo foi o golo da vitória frente à Croácia. Ajudou as “águias negras” a conquistarem o bicampeonato, tendo participado em 44 jogos e visou a baliza por seis vezes.

2. Rafa Silva

Esteve um minuto em campo. Isso mesmo, 60 segundos, no empate com a Áustria. Foi o jogador com menos tempo de jogo, descontando Anthony Lopes e Eduardo que não alinharam em nenhum encontro - ambos são guarda-redes. Por cá, foi bastante disputado pelo Benfica e pelo FC Porto, acabando por rumar aos “encarnados” por 16 milhões de euros, onde conquistou o título de campeão e a Taça de Portugal. Sem o estatuto que tinha no Sporting de Braga, esteve em 31 jogos e marcou por duas vezes.

3. Nani

Marcou três golos no Europeu, sendo o melhor marcador da equipa a par de Cristiano Ronaldo, e o segundo jogador mais utilizado por Fernando Santos. Deixou o Fenerbahçe pelo Valencia, mas as lesões não ajudaram a época muito desinspirada do emblema “che”, que findou o campeonato no 12º lugar. Em 26 jogos, apontou cinco golos.

4. Éder

O herói improvável de Portugal, que saltou do banco para marcar o golo decisivo que daria o primeiro título de campeão europeu à seleção nacional, jogou apenas 54 minutos com Fernando Santos. Foi contratado em definitivo pelo Lille, mas a temporada não correu da melhor maneira aos “les dogues”, que terminaram na 11ª posição. No plano pessoal, Eder esteve em 37 jogos e marcou sete golos. A ascensão de André Silva no FC Porto retirou-lhe espaço nas opções de Fernando Santos, onde não alinha desde a vitória por 6-0 diante das Ilhas Faroé… Em outubro do ano passado.

5. Cristiano Ronaldo

Foi (como habitualmente) um elemento decisivo para a conquista portuguesa em França. Depois de marcar os golos frente à Hungria e ao País de Gales, não durou mais do que 25 minutos em campo na final, devido a uma lesão. Ainda assim, fez notar a sua voz ao assumir-se como “adjunto” de Fernando Santos durante o resto da partida. Ergueu, merecidamente, o troféu que tantos ambicionam. No Real Madrid, mais uma época muito bem conseguida, com a conquista do título de campeão espanhol cinco anos depois. Não acabou “La Liga” como “Pichichi”, mas durante a época, em 46 jogos, marcou 42 golos. E como não podia deixar de ser, Ronaldo bateu mais um recorde: tornou-se o primeiro jogador a marcar em três finais da Liga dos Campeões. Cardiff rendeu-se aos seus pés depois dos dois golos decisivos na vitória diante a Juventus que valeu aos “merengues” a 12ª, a quarta no plano pessoal. Ultrapassou Messi na lista de melhores marcadores da prova europeia, consagrando-se o goleador máximo da competição pela sexta vez. Chegou ainda aos 600 golos na carreira. Sem palavras.