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Algoritmo? Rui Patrício está mais preocupado em “evoluir todos os dias”

Rui Patrício ainda não conhece o algoritmo made in Portugal que promete ajudar os guarda-redes a tomar melhores decisões na hora de defender grandes penalidades - coisa em que ele já é bastante bom, diga-se -, nem gosta muito de dizer que é dos melhores do Mundo. O importante é desfrutar da honra que é estar na Taça das Confederações: "Não são todas as equipas que podem estar cá"

Lídia Paralta Gomes

Rui Patrício fez a antevisão do Portugal-México

FRANCK FIFE

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Chega-se à conferência de imprensa de Portugal e há portugueses, claro está, uma horda de mexicanos, que invadiram Kazan (jornalistas e adeptos, que já andam aos magotes pelas ruas da cidade) e também vários brasileiros.

E foi exatamente de um colega brasileiro que partiu a questão que surpreendeu Rui Patrício. Viu na imprensa que uma equipa de portugueses está a desenvolver um algoritmo que promete ajudar jogadores e guarda-redes a decidir da melhor forma na hora de marcar ou defender um penálti.

Rui Patrício, que no Euro’2016 nos safou de boa nos quartos-de-final, ao brilhar nas grande penalidades frente à Polónia, fez cara de caso.

“Não conheço esse estudo. Mas acho que a forma como se prepara é individual. A forma de defender grandes penalidades parte um bocadinho de cada um”, frisou o guardião nacional, que por estes dias ouve cada vez mais que é um dos melhores do Mundo.

Ele diz que não gosta muito de falar disso: “A minha única obsessão é trabalhar todos os dias para ser melhor e evoluir todos os dias”.

Sobre o jogo de amanhã, frente ao México, Patrício assegura que todos vão fazer o “melhor para conquistar a vitória” mas que o jogo “vai ser difícil”. A estreia de Portugal na Taça das Confederações será, também, uma espécie de honra, conquistada com aquela vitória em Paris há um ano.

“Queremos desfrutar ao máximo desta competição é que fantástica e não são todas as equipas que podem estar cá. Para nós é um orgulho estar aqui”, sublinha.

Quanto ao favoritismo português, Rui Patrício não se põe de fora. Mas, como tudo, não é só falar. “Temos de demonstrar isso no campo. Não vale a pena dizer que somos favoritos, temos de nos preparar e ganhar jogando bem, se possível. Mas o mais importante é ganhar. Estamos preparados para tudo o que possa acontecer no jogo”, explica, antes de assegurar a todos que a equipa está “motivada e alegre e com foco total”.

Cristiano como exemplo

Naturalmente, o nome “Cristiano Ronaldo” surgiu nas perguntas ao guarda-redes do Sporting. As notícias desta semana (relembramos, para o caso de alguém ter estado em Marte nos últimos dias: acusação de evasão fiscal e a alegada vontade de sair de Espanha por se sentir injustiçado) “não vão impedir nem mudar nada” no rendimento do capitão, garante Rui Patrício.

“O Cristiano está completamente focado em ajudar a equipa e focado naquilo que tem de fazer. Sem dúvida que vai fazer uma grande Taça das Confederações. É um grande exemplo para todos nós, pela forma como trabalha e como treina”, deixou claro o guardião que no domingo estará no onze para a estreia de Portugal na prova, às 18h00 (16h00 em Portugal Continental), na Arena Kazan, frente ao México.