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"Depois da expulsão não sei o que aconteceu, mas percebo a ansiedade"

Fernando Santos abordou as incidências do jogo aos microfones da RTP

PAULO NOVAIS/LUSA

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No final do jogo, Fernando Santos abordou desassombrado o que se passou dentro de campo. Falou em ansiedade e pressa, mas também em controlo. E explicou, por fim, porque entrou com Coentrá, Danilo e Gelson.

AS QUESTÕES MENTAIS

"Este é um jogo muito difícil de escrever. Até aos 30 minutos fomos de longe a melhor equipa, estivemos muito bem, muita pressão. Portugal não permitiu que o adversário jogasse e criou muitas situações de golo. Depois da expulsão não sei o que é que aconteceu. Deixámo-nos levar pelo futebol agressivo, de discussão, e acho que perdemos quinze minutos. No intervalo, chamei a atenção para que não entrássemos naquele futebol. Entrámos muito bem, fizemos o golo e a partir daí tivemos sempre o controlo do jogo, é verdade, mas o resultado era perigoso. A sensação que me deu é que como o jogo era de grande responsabilidade, os jogadores sentiram-no como uma final e ficaram na dúvida. Mas eu percebo a ansiedade".

AS QUESTÕES TÁTICAS

"O William há muito que não jogava, no fim do jogo teve algumas dores, não estava impedido, mas tinha dores e se o puséssemos a jogar de início podia ter isso em conta. Por isso pus o Danilo. Pus o Fábio porque queria dar algo diferente ao corredor esquerdo e refrescá-lo. O Fábio é mais médio, o Eliseu tem feito um trabalho excelente mas entra mais por fora, o Fábio entra por dentro. Coloquei o Gelson para dar mais velocidade ao jogo, acreditava que eles iam ser mais ofensivos e o Gelson podia com as suas características trazer mais amplitude e verticalidade no jogo e o Bernardo trazia mais controlo e trouxe isso depois".

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