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Fernando Santos: se não dá para treinar, fala-se e trocam-se uns jogadores

Portugal joga na segunda-feira contra a Holanda (19h30, RTP1) e o selecionador nacional, conformado com o facto de só poder fazer treinos de recuperação, explicou que resta-lhe falar com os jogadores, dar a sua opinião sobre o que aconteceu frente ao Egito e esperar que as coisas melhorem

Lusa e Expresso

PEDRO NUNES/GETTY

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A seleção nacional defrontará a Holanda na segunda-feira e Fernando Santos, depois do que viu contra o Egito, não tem tempo para apontar, explicar e remediar grande coisa no campo. O selecionador nacional lamentou a falta de tempo para que os treinos sejam mais do que uma recuperação e, como tal, restar-lhe-á falar, falar e falar com os jogadores.

"Claro que em termos de treino não podemos fazer nada. Ontem, fizemos treino de recuperação e hoje será novamente um treino com base na recuperação, de forma a que os jogadores estejam preparados para o jogo", lamentou Fernando Santos, durante a conferência de imprensa de antevisão à partida.

"Durante a manhã, na conversa que tive com os jogadores, analisámos a equipa da Holanda e o que fizemos no jogo passado. Tive oportunidade de explanar o que entendo que podemos melhorar. Quando transmitimos a nossa opinião aos jogadores, pensamos que as coisas podem melhorar", acrescentou.

"Haverá seguramente algumas alterações, se não forem no início, no decorrer do próprio jogo, mas não podemos deixar-nos condicionar pelas oportunidades [aos jogadores] , sob pena de no decorrer do jogo não respondermos ao que este precisa, mas ao cenário de ter de colocar jogadores em campo. Isso não é bom conselheiro", disse.

Na conferência de imprensa de antevisão do particular com a Holanda, que sucede ao triunfo de sexta-feira, por 2-1, sobre o Egito, com 'bis' de Cristiano Ronaldo já nos descontos, Fernando Santos admitiu que, naturalmente, as oportunidades não serão medidas por tempo de jogo.

"Dentro do possível vamos tentar que todos possam evoluir, uns mais e outros com menos tempo. Não será igualitário, isso é seguro", assegurou.

No embate com o Egito, vice-campeão de África, o selecionador reconheceu que não foi em organização que Portugal venceu, mas antes pela mais-valia do valor dos diversos criativos da equipa nacional, mostrando-se feliz com essa capacidade, mas recordando que a sustentabilidade do futebol luso tem outros pilares.

"O forte e mais-valia é sua estrutura de jogo, a forma de atuar, a estratégia, o compromisso em campo. São estas as mais-valias fundamentais. E depois a qualidade e competitividade dos jogadores. É assim que tem sido a nossa resposta nos últimos três anos e meio", vincou.

Para Fernando Santos, essa qualidade "é uma mais-valia, mas se fosse apenas isso era muito curto".

"Algo que me agradou profundamente no jogo foi a atitude de equipa que não aceita a derrota com naturalidade, sempre com vontade de ganhar. É verdade que nem sempre com o melhor critério, mas com vontade de discutir cada jogo até aos últimos minutos e procurar vencer. Mesmo em jogo não oficial, não aceita esta condição de poder ser derrotada", disse.

Depois destes particulares, Portugal já tem agendados mais três, em 28 de maio, com a Tunísia, em Braga, em 2 de junho, na Bélgica, e em 7 de junho, com a Argélia, em solo luso.