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As desculpas de Messi

O argentino endereçou uma carta à FIFA, na qual tenta que lhe seja reduzida a sanção de quatro jogos internacionais

Sónia Santos Costa

David Ramos

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Messi recebeu quarta-feira a má notícia: não poderia participar nos próximos quatro jogos pela seleção argentina - e falhou logo a partida contra a Bolívia, da qual a sua equipa saiu derrotada.

O castigo foi considerado um exagero pela AFA (Associação de Futebol Argentino), que se apressou a tentar reduzi-lo para que a estrela não falhasse as próximas partidas em representação do país - justifica-se, afinal está em causa a qualificação para o Mundial de 2018.

A sanção, assinada pela FIFA, deve-se aos alegados insultos que o número 10 lançou a um dos árbitros assistentes durante o jogo contra o Chile. O argentino apressou-se a desmentir estas agressões verbais, minimizando as suas palavras, que diz não terem sido revestidas de quaisquer intenções de ofender (será que afinal eram elogios?) e dirigidas… “ao ar”.

Messi escreveu então, ele mesmo, uma carta à FIFA, na qual pede que lhe reduzam a sanção que tinham em mente para si. Pediu desculpa pelo sucedido, ainda que continue a afirmar que não errou e a negar ter insultado o árbitro e desrespeitado a conduta do Código Disciplinar. “O árbitro assistente era brasileiro e entendia perfeitamente o que eu dizia, até falámos de forma amigável. Se alguma coisa que disse o ofendeu, jamais foi essa a minha intenção, porque falei para o ar e não me estava a dirigir a ninguém. Ainda assim, peço desculpa”. Como argumento, escolheu culpar a forma como os vídeos estão editados, que afirma não permitir entender claramente a troca de palavras entre ambos.

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