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Sub-19: Portugal perdeu contra a Inglaterra, mas nem tudo está perdido

A equipa de Hélio Sousa chegou à final do Europeu, perdendo-a contra a Inglaterra por 2-1. Os portugueses tiveram dificuldades em ligar o jogo como noutras ocasiões, mas houve um punhado de jogadores que deixaram boa impressão

Pedro Candeias

Getty Images

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É uma história clássica que já lemos antes: há uma equipa que começa melhor, com mais bola e mais toque de bola, e encosta a outra lá atrás; aos poucos, a equipa que tem menos bola e, aparentemente, menos toque de bola, reequilibra as coisas, porque percebe o que tem de fazer - é simples, subir as linhas e pressionar o meio-campo - e o intervalo aparece com tudo empatado.

Depois do intervalo, a equipa que arrancara pior e acabara melhor, marca um golo, quando um livre leva a bola a embater no poste e há uma recarga certeira que confere a tal vantagem. Poucos minutos volvidos, e contra a corrente do jogo [duas expressões jeitosas retiradas diretamente do baú do jargão da bola] acontece o 1-1, num golo estranho porque é um autogolo, e tudo recomeça até que... Até que alguém faz um disparate e o adversário aproveita para fazer o 2-1 que alimenta as próprias esperanças e quase acaba com as esperanças alheias. Até final, houve alguns lances perigosos de quem procurava o 2-2, sobretudo após uma expulsão contrária, mas os nervos e a ansiedade e, enfim, o facto de do outro lado estar outra formação com as mesmas legítimas aspirações, resultou que o marcador não mexesse mais.

E foi assim que Portugal perdeu a final do Europeu sub-19 que nunca conquistou. E foi assim que a Inglaterra a ganhou. Os golos foram de Suliman Easah (minuto 50), de Sterling Dujon (o tal autogolo, ao minuto 56) e de Nmecha Lukas (minuto 68).

Apesar de tudo, há que recordar alguns nomes: Rui Pedro, Quina, Dalot e Gedson têm a pinta daqueles que podem chegar longe. Se vão ou não, já sabemos e já ouvimos isto antes, não dependerá só deles, mas também de quem neles apostar.