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Como sacar um hat-trick e a qualificação para o Mundial. O que Messi fez pela Argentina ontem à noite (vídeo)

Messi fez o seu o quinto 'hat-trick' pela Argentina e passou a contar 61 golos, em 122 jogos pela seleção

Lusa

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A 'grandiosidade' de Lionel Messi apareceu em todo o seu esplendor na terça-feira em Quito, em forma de um 'hat-trick', num histórico 3-1 ao Equador, que salvou a Argentina de falhar pela primeira vez um Mundial desde 1970.

Numa última ronda sul-americana que qualificou ainda Uruguai e Colômbia, atirou o Peru para o 'play-off' e eliminou Chile e Paraguai, os argentinos estavam obrigados a ganhar e começaram, praticamente, a perder, pois Romario Ibarra demorou apenas 38 segundos a adiantar os locais.

Lá bem no alto, nos 2.850 metros de Quito, Messi veio, porém, em socorro da Argentina e virou o resultado, com um toque de classe após tabela com Di Maria, aos 12 minutos, e um violento tiro de pé esquerdo, depois de roubar a bola a Dario Aimar, aos 20.

Em vantagem, os comandados de Jorge Sampaoli tranquilizaram e passaram a controlar os acontecimentos, mas só ganharam alguma folga aos 62 minutos, quando Messi voltou a 'esfregar a lâmpada' e, com um belo 'chapéu' a Banguera, selou o 3-1 final.

O craque de Rosário somou, assim, o quinto 'hat-trick' pela Argentina, mas apenas o primeiro em eliminatórias para o Mundial, sendo que passou a contar 61 golos, em 122 jogos pela seleção: com ele, na qualificação, o conjunto 'albi-celeste' somou 21 pontos, em 10 jogos. Sem ele, apenas sete, em oito encontros.

Na formação argentina, que partiu para a última ronda do sexto lugar, foram titulares o benfiquista Salvio (saiu aos 90 minutos) e o sportinguista Acuña e alinharam de início os ex-benfiquistas Di Maria e Enzo Pérez e o ex-portista Otamendi.

Os argentinos, campeões em 1978 e 1986, garantiram a 17.ª presença e 12.ª consecutiva com o terceiro posto, com 28 pontos, a três do Uruguai, que, como se esperava, selou o apuramento, em segundo, ao bater em casa a Bolívia por 4-2, num embate em que foram os seus jogadores a apontar os seis golos.

Gaston Silva, a abrir, aos 24 minutos, e Diego Godín, a fechar, aos 79, marcaram na própria baliza, mas, pelo meio, Martin Caceres, aos 39, Edinson Cavani, aos 42, e Luis Suárez, aos 60 e 76, acertaram no sítio certo e qualificaram a 'celeste'.

Na formação uruguaia, que estará no Mundial, que venceu em 1930 e 1950, pela 13.ª vez e terceira seguida, o portista Maxi Pereira entrou aos 77 minutos e o 'leão' Coates não saiu do banco.

A outra vaga em aberto para a fase final, foi conquistada pela Colômbia (sexta presença na fase final e segunda consecutiva, depois do quinto posto em 2014), que empatou 1-1 no Peru, onde se adiantou aos 56 minutos, com um tento de James Rodriguez.

Os peruanos acabaram por chegar à igualdade, aos 74 minutos, por Paolo Guerrero e também festejaram, já que o quinto posto permite-lhes jogar um 'play-off' intercontinental, face à Nova Zelândia, vencedora da qualificação na Oceânia.

A formação de Ricardo Gareca somou os mesmos 26 pontos do Chile, mas ficou à frente dos bicampeões sul-americanos em título, que foram sextos, na diferença de golos (27-26 contra 26-27).

A 'culpa' foi do há muito apurado Brasil, que recebeu e bateu os chilenos por 3-0, com um golo do 'catalão' Paulinho, aos 55 minutos, e dois do 'miúdo' Gabriel Jesus, aos 57 e 90+3. Na 'era' Tite, os 'canarinhos' somaram oito triunfos e dois empates.

No sétimo posto, ficou o Paraguai, que garantiria o 'play-off' com uma vitória, mas não foi capaz de marcar na receção à Venezuela e ainda acabou derrotado, por culpa de tento de Yangel Herrera, aos 84 minutos. Os venezuelanos não tinham ganho fora.

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    É uma mão de Bolas de Ouro, os pés cheios das coisas mais mágicas, inacreditáveis, improváveis e desafiadoras das probabilidades de sucesso, e são tantas equações e contas. São demasiadas coisas para Lionel Messi poder ficar de fora do próximo Mundial, mas, esta noite, a Argentina está obrigada a vencer o Equador para continuar a ter hipóteses de chegar à Rússia