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Depois da humilhação, a demissão: Bruce Arena abandona seleção dos EUA

"Não conseguimos o que queríamos. Sem desculpas. Aceito as minhas responsabilidades", explicou o selecionador no seu pedido de demissão, depois dos EUA terem falhado a qualificação para o Mundial 2018

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Bruce Arena tinha regressado à seleção norte-americana este ano, depois já ter estado na liderança entre 1998 e 2006

JOHAN ORDONEZ/GETTY

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É verdade que, no que diz respeito a bolas, dizemos sempre que os norte-americanos têm mais jeito para as ovais do que para as redondas, mas, neste caso, a frase até é exagerada. Se não, vejamos:

são a 28ª seleção do ranking mundial FIFA;
não falhavam um Mundial desde 1986.

E é por isso que, depois de não ter conseguido a qualificação para o Mundial 2018, Bruce Arena apresentou a demissão da seleção. "Quando aceitei regressar, em novembro de 2016, sabia que seria um grande desafio, maior do que a maioria das pessoas pensava", começou por explicar o selecionador, em comunicado, que já tinha estado na liderança da equipa entre 1998 e 2006.

"Todos os que estavam envolvidos no programa deram tudo nos últimos 11 meses e, no final, não conseguimos o que queríamos. Sem desculpas. Não conseguimos concretizar o nosso trabalho e aceito as minhas responsabilidades", admitiu o treinador de 66 anos.

Bruce Arena tinha substituído Jurgen Klinsmann, que teve um início de qualificação pouco feliz: em 8 jogos, três derrotas e um empate. A margem de qualificação ainda era grande, mas os EUA acabaram de fora, ao perderem esta semana com Trinidade e Tobago (1-2) e terminarem em 5º lugar do grupo de qualificação, atrás de México, Costa Rica e Panamá (qualificados diretamente) e Honduras (ainda vai ao 'play-off').

Depois da demissão de Arena, Sunil Gulati, presidente da Federação norte-americana, também disse que assumia as suas responsabilidades "pela não concretização do objetivo", mas negou que se vá afastar do cargo - há eleições para a Federação em fevereiro.