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Acabou o romantismo

A Itália ficou fora do Mundial e a culpa é dela, porque parou no tempo enquanto o mundo andou para a frente. E a ideia romântica associada à infalibilidade italiana deixou de existir

Pedro Candeias

MARCO BERTORELLO/afp/getty

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Apesar de tudo, ninguém estava a sofrer por antecipação. Fatalmente como o destino, a Itália iria marcar um golinho aos 90’ e numa recarga de um penálti falhado o jogo seguiria para prolongamento e a um minuto do fim chegaria naturalmente o 2-0 num cabeceamento do Totti.

Sim, do Totti, que nesta coisa da improbabilidade não há como os italianos: o Totti interromperia a reforma, disfarçaria o perímetro abdominal e pularia mais alto do que um cacho de grandalhões aloirados, repondo, assim, o curso natural da História. Como em tantas outras ocasiões, a Itália não ia jogar nada mas ia jogar o Mundial, e no Mundial - é uma verdade universal , já se sabe - há que “contar sempre com os italianos”.

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