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Jesus: “Jogámos contra a melhor equipa do mundo e não se notou diferença nenhuma”

Na antevisão ao jogo contra o Boavista, no Bessa (sábado, 18h15, Sport TV 1), o treinador do Sporting defendeu que a equipa está cada vez melhor e com mais “cultura vencedora”

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Jorge Jesus está satisfeito com o rendimento do Sporting

PATRICIA DE MELO MOREIRA/Getty

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O Boavista de Miguel Leal

“Diferenças [em relação ao Boavista de Erwin Sánchez] não consigo notar. O que me importa é o valor global do adversário e o Boavista com este treinador ainda não perdeu - sem ser na Taça, no prolongamento. Tem somado pontos e é uma equipa defensivamente muito agressiva, no bom sentido. É um estádio difícil [Bessa] e no ano passado empatámos lá 0-0.

O Real Madrid e o Boavista são equipas diferentes, portanto são estratégias diferentes, nos poucos dias que tivemos de trabalho. Aliás, praticamente só um dia, porque os outros foram de recuperação.”

A derrota contra o Real Madrid

“Jogámos contra a melhor equipa do mundo e no jogo não se notou diferença nenhuma, mesmo tendo apenas 10 jogadores numa parte do jogo. Perdeste e ninguém fica feliz, mas o jogo deixou-te alguma crença.”

Os adeptos

“Foi emocionante o que se passou à volta do jogo contra o Real. O jogo muda mas os adeptos vão ser sempre os mesmos. Ter uma cultura vencedora é na equipa e é nos adeptos, mas quem tem de trabalhar isso é a equipa”.

A Liga dos Campeões e as restantes competições

“Quem quer estar num patamar alto tem de estar preparado para disputar todas as provas da calendarização. Isso é bom porque só as grandes equipas estão sujeitas a isso. Ainda há um jogo [da Liga dos Campeões] para estarmos focados porque ainda queremos estar noutra competição europeia [Liga Europa].”

A evolução dos reforços

“Os jogadores que chegaram este ano estão cada vez mais próximos do seu melhor nível individual e isso melhora a equipa coletivamente. Estamos confiantes. A equipa está a ficar mais forte com o Joel, o Bas. Mas ainda não está no ponto. Neste momento os jogadores que chegaram mais tarde já estão adaptados à equipa e aos colegas.

Normalmente as equipas que trabalham comigo saem mais fortes na 2ª volta do que na 1ª. Estamos num processo evolutivo muito bom”.

Lazar Markovic

“Tem tido mais minutos, horas e dias de treino e está a aproximar-se do que é o valor dele, que vocês conhecem. Tem muitas qualidades, esperamos muito dele. Vai ter de reconquistar um lugar na equipa porque temos muitos jogadores com qualidades nessas posições”.

Joel Campbell

“É verdade que está no lance do penálti [contra o Real Madrid] e que poucos minutos depois tivemos de jogar com dez e correr o dobro. Houve um desgaste maior, não tenho dúvida nenhuma. Ele, como o Marko e o Alan, como já disse, são jogadores que estão a melhorar e as minhas opções são em consonância com os jogos e com as indicações que eles me dão nos treinos. O Joel nestes últimos jogos tem dado boa resposta”.

A pressão de vencer

“Este ano andamos à procura da recuperação pontual, ao contrário do ano passado, e a pressão de ganhar é enorme. Tento passar uma cultura vencedora à equipa. No meu primeiro ano foi surpreendente, nem eu esperava tanto.

Queremos vencer independentemente dos cinco pontos de atraso. A pressão é igual com cinco pontos de avanço ou de atraso, porque não podes perder pontos. Benfica, Sporting e FC Porto jogam sempre para ganhar.”