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Bruno de Carvalho, o presidente e não (por enquanto?) o candidato

“Os presidentes não são feitos para responder a candidatos. Os candidatos falam com candidatos”, ou seja, Bruno de Carvalho não comentou nada do que Pedro Madeira Rodrigues disse. Porque o presidente dos leões ainda é apenas isso, presidente, e não foi desta que esclareceu se vai candidatar-se, ou não, a um segundo mandato. A Tribuna Expresso transcreveu aqui várias declarações do presidente do Sporting, que falou cerca de meia hora após o discurso do primeiro candidato assumido à presidência do clube

Diogo Pombo

MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

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O discurso de Bruno de Carvalho

“Apresentou-se o primeiro candidato às eleições que se vão realizar em março. Quero, enquanto presidente, e sem paternalismos, dar as boas-vindas a Pedro Madeira Rodrigues e a todas aqueles que se resolveram candidatar à presidência do sporting. não quero que ninguém volte a passar neste clube por aquilo que passei da primeira, e da segunda vez, que concorri o Sporting não voltará a ser um clube fechado, hermético, em que a democracia é apenas um chavão e a liberdade de itervanção se resume a três minutos numa assembleia geral.

Esta eleições marcarão, estou seguro, um tempo novo na vida dos clubes portugueses. A Sporting TV e o jornal Sporting serão espaços de liberdade em que todos os candidatos terão oportunidade de dar a conhecer as suas propostas e projetos todos os candidatos, incluído o que se apresentou hoje. Bastava ter pedido ao Sporting e para ter feito a sua apresentação aqui. Todos têm aqui no estádio um local onde podem fazer a sua apresentação. Esta é a nossa casa e quem quer servir o clube merece estar nesta casa.

Sempre que forem solicitadas, as garantias serão prestadas pelos serviços do clube. Apelo a todos os sportinguistas para que estejam de espírito aberto e recebam todos os candidatos com respeito, elevação, liberdade e democracia. Em março viveremos um momento mutio importante. Apelo a que os candidatos tenham sempre em consideração os interesses do clube e se pautem pela elevação, que têm de ser apanágio no Sporting Clube de Portugal."

Os comentários que, depois, não fez

"Não estou aqui como candidato a absolutamente nada. Estou aqui como presidente do Sporting Clube de Portugal, a saudar todos aqueles que querem viver, em democracia, o seu sportinguismo, abrindo-lhes as portas e dando-lhes as boas-vindas. Esse é o seu espaço. Isto não foi a pedido de nenhum candidato, mas tem de ser algo que é um apanágio do Sporting. Os meios do sporting têm de estar presentes, a dar voz às pessoas. Não tenho que estar a dizer, como presidente, se sou, ou não, candidato, ou a falar sobre o que outros candidatos dizem e pensam.

Espero que o processo eleitoral decorra da forma como está a decorrer hoje. Vamos ter a elevação que não tive a sorte de ter nas primeiras eleições, em que o Sporting deu uma péssima imagem de si a Portugal. Não nos podemos esquecer que não são apenas os sportinguistas a ouvir, é Portugal inteiro. Qualquer fragilidade vai fragilizar o próprio clube. Que seja um ato de grande elevação e grande democracia, que existam vários candidatos e que se apresentem. Serão recebidos com esta forma de dar boas-vindas, de abrir os braços e de dizer que esta é a casa deles."

E que apenas fará caso se recandidate

"Não tenho nada para dizer. Era o que mais faltava se eu, enquanto presidente do Sporting Clube de Portugal, fosse comentar os candidato. Não é esse o meu papel. O meu papel é recebê-los de braços abertos e ficar contente que a democracia se passe no Sporting. Jamais tenho, sequer, o direito em questionar qualquer candidato. No momento e no sítio certos, se houver essa necessidade e esse momento, será dito o que tiver de ser dito sobre várias coisas.

Mas, enquanto presidente, jamais, em tempo algum, vão ouvir um comentário sobre qualquer coisa que seja dita. Os presidentes não são feitos para responder a candidatos. Os candidatos falam com candidatos. Porque é um sinal de respeito que se devia ter com as pessoas."

MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Está a hesitar?

"Estou aqui como presidente do Sporting Clube de Portugal, não é o local exato para dizer se estou, ou não, a hesitar. Estou aqui para saudar a democracia, algo que foi difícil de construir. Não quero que se volte a repetir o que se passou nas primeiras e nas segundas eleições em que me candidatei. Quero que o clube seja aberto e transparente.

Temos assistências superiores a 40 mil pessoas no estádio, temos levado mklheres de pessoas a outros estádios, e, não estando nós no lugar expectável, só tenho a dizer que o Sporitng está mais unido e com mais garra do que nunca. É para isso que fomos eleitos. As eleições calham num momento crítico, março é um mês importante e vamos aproximarmo-nos vertiginosamente do fim do campeonato. É algo que deve ser pensado no Sporting Clube de Portugal mas não será agora, de certeza abosluta, e manter o desígnio de maior potência desportiva nacional pela qualidade fanstástica dos plantéis em todas as modalidades, e a honra que temos por irmos inaugurar o pavilhão João Rocha.

O refletir é algo que sempre aprendi enquanto gestar e líder. Tenho a fé inabalável que ainda podemos ser muito felizes em todas as modalidades. No futebol também. Já disse que não tinha prazer nenhum em ser campeão de inverno. Prefiro muito mais o sol do que o frio."

Porque falou neste dia, então?

"Achei de devia fazer isto hoje porque hoje começou o processo eleitoral. Houve a apresentação de uma candidatura e era importante as pessoas perceberam que o Sporting é um clube diferente, que respeita a família. É um Sporting que, antigamente, não existia."

As desculpas a Pedro Madeira Rodrigues

"Quero pedir as minhas mais sinceras desculpas ao Dr. Pedro Madeira Rodrigues, mas não me lembro de me ter cruzado com ele. É bom sinal não me lembrar, é sinal que me causou boa impressão. Não sinto absolutamente nada contra o Dr. Pedro Madeira Rodrigues, pelo contrário. Sei o que é estar num debate e a pessoa ao meu lado fingir que não sabia ao meu nome. Não estou a desrespeitar ninguém. Normalmente lembro-me quando as pessoas me causam má impressão.

É muito distinto ser candidato ou ser presidente. Bem sei que me preparei durante mais de 10 anos, com tudo aquilo que fiz. Ser é, de facto, muito diferente de querer ser. Isto não retira nada ao facto de o Dr. Pedro Madeira Rodrigues, ou outro qualquer, querer ser presidente do Sporting Clube de Portugal. Mas tenho a certeza absoluta que o choque será muito menor do que foi há quatro anos, porque neste momento há um clube, um clube com mais de 150 mil sócios, um clube reconhecido no mundo inteiro, um clube reconhecido como candidato ao título em tudo aquilo que faz.

Quando entrei não tinha um único centavo na conta. Com isto quero dizer às pessoas que se queiram candidatar para não terem qualquer receio. Não é fácil ser presidente desta instituição. mas é uma honra e um orgulho tremendos. Avancem, sigam os seus sonhos e as suas emoções, e o Sporting cá estará, de braços abertos.

Quem quiser, tem aqui no auditória a sua casa para se apresentar e fazer as acções que ache apropriadas. Basta perguntarem e com certeza absoluta que se arranjará um horário."