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“Enxovalho público”, “desrespeito” e “ópera bufa” - o que diz o Sporting sobre o jogo de ontem

Nuno Saraiva, diretor de comunicação leonino, usou a sua conta no Facebook para atacar aquilo que acredita ser uma competição feita “à medida de um clube”

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PATRICIA DE MELO MOREIRA

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Nuno Saraiva, diretor de comunicação do Sporting, usou a sua página de Facebook para disparar contra a arbitragem e o futebol português na sequência da arbitragem de ontem do Vitória de Setúbal-Sporting (2-1), que ditou o afastamento dos leões da Taça da Liga.

Saraiva fala em “falta de vergonha”, “roubo de catedral”, “descrédito total de uma competição, já de si ferida porque pensada e feita à medida de um clube”. O diretor de comunicação recupera, ainda, a expressão “taça Lucílio Baptista” para resumir aquilo que entende ser o “enxovalho público” a que o Sporting tem sido sujeito.

Leia o texto na íntegra aqui em baixo:

O cúmulo da falta de vergonha

O que se passou em Setúbal não tem outra classificação possível, e recorro às palavras de Jaime Pacheco há uns anos, "não foi um roubo de igreja mas de catedral".

E a única pergunta a que importa responder é esta: se toda a gente, desapaixonada, isenta e desinteressada, diz que não foi penálti, qual foi a verdadeira razão para que o árbitro, instigado pelo seu auxiliar que nem estava escalado para este jogo, decidisse marcar grande penalidade?

Aquilo que hoje se passou significa o descrédito total de uma competição, já de si ferida porque pensada e feita à medida de um clube, e um insulto a jogadores, treinadores, dirigentes, adeptos e investidores nos clubes que trabalham diariamente e a retribuição que têm é o enxovalho público e o desrespeito de certos iluminados.

Se não puserem cobro a isto, a Taça da Liga nunca passará de uma ópera bufa que podia chamar-se Lucílio Baptista. Ou então, razão tinha o presidente do Benfica quando disse uma vez que para ganhar competições não precisava de ter uma boa equipa mas sim as pessoas certas nos lugares certos.

E é neste estado lamentável que está hoje o futebol português”.

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