Tribuna Expresso

Perfil

Sporting

Bas Dost na terceira pessoa: “As pessoas vêm ao estádio contando com golos do Bas Dost. Se não marcar, saem a dizer que fui uma porcaria”

O avançado holandês deu uma entrevista ao Jornal Sporting que hoje chega às bancas. Nela, fala sobre as dificuldades que encontrou, o que lhe disse Jesus e o que pensa a família sobre os AC/DC

Expresso

PATRICIA DE MELO MOREIRA

Partilhar

O português

“O maior obstáculo no início? A língua. Não podia falar com ninguém. Há muitas pessoas em Portugal que só falam português. Mas estou aqui para jogar futebol e não para conversas. Entendo 20 a 30% quando o treinador está a falar, mas há sempre um tradutor ao meu lado”.

Os rivais

“O FC Porto e o Benfica são tão boas equipas como nós. Se jogarmos como fizemos frente ao Benfica ou ao Real Madrid, no Bernabéu, temos grandes possibilidades de ganhar no sábado”.

A pressão

“As pessoas vêm ao estádio contando com golos do Bas Dost. Se não marcar, saem a dizer que fui uma porcaria. Gosto dessa mentailidade. Quando cheguei aqui, o treinador disse-me que íamos jogar com dois extremos para os cruzamentos e um outro nas costas. Ele sabe o tipo de jogador que sou: não vou às linhas”.

A vocação

“Quando jogava nos escalões de formação gostava mais de assistir o ponta-de-lança. Fazia o passe e alguém marcava. Muita gente dizia que eu é que era o ponta-de-lança. Respondia sempre que estavam errados, que não era. No fim, tinham razão”.

Os AC/DC

“[O que dizem na Holanda sobre o cântico dos adeptos] Riem-se imenso. As pessoas riem, não só pela música como pelo facto de não esperarem que marcasse tantos golos. A minha família adora”