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Jorge Jesus, os penáltis e Bas Dost: “Eu disse-lhe que o ensinava e já está a marcar”

Além de falar de William, Palhinha, Geraldes e Podence, o treinador do Sporting, no final da vitória (2-0) contra o Estoril, disse que o avançando holandês - que marcou de penálti - nunca tinha batido uma grande penalidade na carreira e que nem o queria fazer quando chegou a Portugal

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MIGUEL A. LOPES

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Como Jesus viu o jogo

"É sempre complicado jogar aqui, não é fácil ganhar, tem de se ter qualidade. Estivemos bem no momento defensivo, uma equipa já dentro das ideias que são as nossas, com um certo equilíbrio e isso estabilizou a equipa para a vitória. A primeira parte foi mais dificuldade, com um bom golo nosso. A segunda parte foi toda do Sporting, com mais um golo e muitas oportunidades, Podíamos ter acabado com o jogo mais cedo, não o fizemos, mas depois conseguimos vencer com mérito. Quando há uma equipa segura atrás normalmente ganhas e foi isso que aconteceu."

Os golos que não se marcaram

"Podíamos ter acabado com o jogo mais cedo. Não o fizemos, mas depois conseguimos vencer com mérito. Quando há uma equipa segura atrás, normalmente ganhas, e foi isso que aconteceu. Podíamos ter sido mais eficazes, foram jogadas de 50% de golo e naquele momento do Bas Dost e do Gelson ainda tínhamos só um golo de vantagem e era determinante para estabilizar a equipa, psicologicamente e taticamente."

Bas Dost e os penáltis

"O Bas Dost dizia que não queria marcar penáltis, que não sabia. Eu disse-lhe que o ensinava e já está a marcar. Foi o primeiro e se calhar ainda vai falhar alguns, ainda está a aprender. Um jogador que nunca marcou um penálti na vida dele, nem queria marcar quando chegou ao Sporting."

William e Palhinha

"O William esteve melhor na segunda parte do que na primeira, por não estar habituado perdeu-se um pouco. O Palhinha esteve bem, é um jovem e tem de ter mais qualidade. Tem poder físico e de certeza que vai ter uma carreira risonha. A pouco e pouco vamos lançando estes jogadores. Hoje estava no banco o Chico Geraldes. Temos de os preparar pouco a pouco porque a responsabilidade é muita. A qualidade dos jogadores não pode ser só técnica, e principalmente comigo, carateriza-se muito pela cultura tática e isso só o treinador é que os pode evoluir."

"Apostei no Palhinha porque era um jogo fora, achava que ia ser um jogador seguro para jogar fora, para que o Alan Ruiz não tivesse de baixar tanto. A aposta foi pela qualidade defensiva, porque ainda lhe falta confiança e conhecimento do posicionamento na construção»

"O Palhinha esteve bem e com o tempo vai melhorar ofensivamente. Quando um jogador tem bola está mais confortável para assumir o jogo. Agora ainda não está, como é normal. Se tivéssemos jogado em casa teria tomado outras decisões se calhar. Mas fiquei contente pelo jogo dele."

E os miúdos, Geraldes e Podence

"Com todo o respeito que tenho pelo Moreirense, os jogadores do Sporting não são os mesmos que os do Moreirense. Eles vão afirmar-se com o tempo. Passa pelo conteúdo técnico mas também pelo tático, e esse vocês [jornalistas] não veem, o treinador é que tem de trabalhar. Estar no banco no Sporting já é um grande passo."

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