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As respostas de Pedro Madeira Rodrigues: “O primeiro ano de Bruno de Carvalho foi positivo, mas depois descambou”

As eleições do Sporting decorrem este sábado e a Tribuna Expresso colocou as mesmas quatro questões a ambos os candidatos à presidência. Pedro Madeira Rodrigues respondeu assim

Diogo Pombo

Pedro Madeira Rodrigues, 45 anos, confia que será o novo presidente do Sporting

Mário Cruz/Lusa

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O que planeia fazer para ser campeão em duas épocas?
Criar uma estrutura para o nosso futebol (ainda inexistente) com o campeão Lázsló Bölöni como coordenador e que fará o planeamento de cada época, com particular atenção à interligação com a formação. Bölöni será apoiado por outro nosso campeão, Delfim, como team manager, à imagem de Manolo Vidal, e Ricardo Pina Cabral será o gestor de ativos, com a coordenação da área de scouting. Todos excelentes profissionais que servirão o Sporting com paixão e competência, com coesão e com todo o meu apoio. Apostaremos em fazer contratações cirúrgicas e nos jovens da formação de forma a ter um plantel competitivo e equilibrado. Uma figura central será o treinador Juande Ramos, que com a sua experiência internacional, historial de sucesso e enorme ambição colocará os jogadores a dar sempre 100% e a jogar à Sporting em todas as competições. Assim, os sócios e adeptos estarão entusiasmados com esta nossa equipa e ainda darão mais pelo clube. Daremos especial atenção a tudo o que rodeia os jogos, nomeadamente a arbitragem participando ativamente em todas as estruturas ligadas a este tema de forma a garantir que o Sporting não seja prejudicado.

O que pensa do outro candidato?
No debate fiquei surpreendido com a falta de força e personalidade do meu adversário e não pensei que fosse tão fácil batê-lo. A incapacidade dele de me olhar nos olhos foi especialmente preocupante. Confirmou ainda a sua ausência de ideias, de equipa (Geraldes será o diretor desportivo?) e de projeto para o nosso clube nos próximos quatro anos. Limitou-se a autoelogiar-se, exagerando aquilo que correu melhor no seu mandato e omitindo o que correu pior. O seu primeiro ano foi positivo, mas depois descambou e mostra-se incapaz de sair da espiral negativa em que nos colocou.

Qual é o seu plano financeiro?
Teremos que equilibrar as despesas e as receitas operacionais que mais uma vez não conseguimos atingir este último semestre. Daí a necessidade de vendermos o ano passado Montero numa fase decisiva do campeonato e estarmos a antecipar receitas. Assim teremos que baixar a massa salarial da SAD para valores entre €45/50 milhões (hoje vamos a caminho dos €65/70 milhões num valor que é quase 200% mais do que há dois anos). Teremos ainda que angariar mais receitas, nomeadamente pelos namings do Estádio e da Academia, uma maior aposta no merchandising e no crescimento exponencial no número de sócios pagantes, que virá acima de tudo com as vitórias.

Porque devem os sportinguistas votar em si?
Temos uma equipa ganhadora, um projeto de futuro, ambição e viveremos diariamente os valores do nosso clube. O meu adversário já mostrou não ter estes nossos argumentos e já teve a sua oportunidade, que desperdiçou. Chegou o tempo de passar a “estafeta” para mim e para a minha equipa. Estamos preparados para servir o Sporting e para dar muitas alegrias aos nossos sócios e adeptos.