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Bruno de Carvalho: “Não podemos confundir rivalidades com ódios. Trocas de piropos entre presidentes não elevam os ódios”

O presidente do Sporting falou à saída de uma reunião com a FPF e a Liga de Clubes na Cidade do Futebol

Lusa

ANT\303\223NIO PEDRO SANTOS

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O presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, minimizou hoje aquilo que diz serem "piropos entre presidentes" e considerou que são as tarjas ou cânticos ofensivos que incitam o ódio entre adeptos.

"Não podemos confundir aquilo que são as intervenções dos presidentes, não podemos confundir rivalidades com ódios, haver trocas de piropos entre presidentes não é isso que eleva os ódios, o Sporting já sofreu por duas vezes isso", disse.

Bruno de Carvalho falava à saída de um encontro com os presidentes da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Fernando Gomes, e da Liga (LPFP), Pedro Proença, na cidade do Futebol, em Oeiras, onde o dirigente 'leonino' abordou vários assuntos.

A violência, com a morte de um adepto do Sporting junto ao Estádio da Luz, após as claques dos dois clubes terem alegadamente marcado um encontro no local, foi abordada pelo dirigente 'leonino', que refutou responsabilidades no incitamento ao ódio.

Bruno de Carvalho salientou que a falta de medidas punitivas quando aparecem tarjas, cânticos alusivos a mortes ou arremessos de cadeiras, são situações que elevam os índices de ódio que disse sempre condenará.

O dirigente abordou variados assuntos juntos dos responsáveis máximos de futebol, Fernando Gomes e Pedro Proença, aos quais exprimiu a importância do regresso dos sumaríssimos, explicando que tal serve para corrigir um erro grosseiro na avaliação do árbitro.

"O árbitro, por exemplo, dá um cartão amarelo, e depois nas imagens verifica-se que o jogador deu um soco ao outro", disse o dirigente sem nunca falar no médio grego do Benfica, Samaris, para quem os 'leões' tinham solicitado um processo sumário, face a um lance num jogo com o Moreirense.

Na reunião hoje, Bruno de Carvalho voltou a falar do vídeo árbitro, lembrando que o Sporting tem sido pioneiro na defesa que tem feito e congratulou-se que a Federação aplique o sistema na final da Taça de Portugal.

"Viemos falar também da necessidade de começar a implementar o programa eleitoral da arbitragem, o fim dos observadores, os relatórios tornarem-se públicos", acrescentou o dirigente, dizendo também que o mercado das apostas pode ser uma forma de financiar o vídeo árbitro.

O presidente do Sporting entrou nas instalações da FPF, numa manhã em que também marcou presença o seu homólogo do FC Porto, Pinto da Costa, mas Bruno de Carvalho explicou que as reuniões não coincidiram.

"Provavelmente também veio ter uma reunião, não estivemos todos reunidos", adiantou.

Outro dos assuntos levado à sede da FPF foi a questão dos títulos de campeão, em que o Sporting contabiliza oficialmente 18, mas que Bruno de Carvalho tem referido serem 22.

"Viemos trazer novamente, e agora de uma forma mais aprofundada, uma exposição sobre aquilo que é a nossa visão histórica do futebol, a questão dos títulos, que mete várias equipas, trazendo uma série de documentação", defendeu.

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