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Sporting: O melhor e o pior do segundo ensaio

Equipa de Jorge Jesus bateu esta quarta-feira o Fenerbahçe por 2-1. Teste vale sobretudo pela primeira parte e pelos últimos 15 minutos, fase em que os leões podiam ter alargado a vantagem.

FILIPA SILVA

Fenerbahçe

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Nesta fase da época ganhar ou perder pode bem ser o que menos importa, mas não reza a história que a moral se alicerce em derrotas.

Desse ponto de vista, a vitória por 2-1 alcançada esta quarta-feira pelo Sporting em Rennes, diante do Fenerbahçe, surge como o primeiro ponto positivo da noite. Mas, felizmente para Jesus, há outras boas notícias para o relatório.

BRUNO FERNANDES

À cabeça dos “mais” da noite aparece Bruno Fernandes. O médio que o Sporting contratou à Sampdória foi o elemento mais sólido da equipa enquanto esteve em campo - foi substituído no segundo tempo aos 70 minutos. Esteve bem com e sem bola, a atacar e a defender, e dos seus pés sairam alguns bons passes ora a municiar Bruno César na esquerda, ora a combinar com Iuri Medeiros na direita.

Ao internacional sub-21 português a falta de férias notou-se pouco, tendo sido um dos elementos com melhor disponibilidade física.

PRESSÃO ALTA A ABRIR

Ainda não há pulmão para aguentar a pressão que Jesus quer ver na equipa, mas os primeiros 10 minutos deram o tom do que o técnico dos leões deseja. Pressão alta na saída de bola do adversário com a equipa compacta, a ceder o mínimo terreno possível para a construção do Fenerbahçe. Com o passar do tempo, a pressão desvaneceu, mas ficou a ideia.

BOLAS PARADAS

Os dois golos do Sporting surgem de lances de bola parada. O primeiro, com finalização de Bas Dost, é mesmo um lance estudado, com o Sporting a colocar Coates ao primeiro poste a servir do outro lado o melhor marcador da Liga do ano passado. O segundo é da autoria de Doumbia e teve boa execução de Matheus Pereira - entrou na segunda parte. Mas houve vários cantos de que resultaram lances de perigo dos leões.

OS ÚLTIMOS 15 MINUTOS

A bem dizer o Fenerbahçe quase não existiu na segunda parte. O Sporting também demorou a estabilizar em campo na sequência das muitas alterações que foram sendo introduzidas. Logo ao intervalo entrou Doumbia, Matheus Oliveira, Jonathan Silva e Bataglia; A estes haviam de juntar-se André Pinto, Tobias Figueiredo, André Geraldes e André Pinto. Aos 70 foi a vez de Gelson Dela e Matheus Pereira. O segundo golo do Sporting viria pouco depois e a equipa assumiu em definitivo o controlo do jogo. Dela assinou alguns bons lances - ainda levou a bola ao poste -, tal como Podence que terminou melhor do que começou.

PONTOS NEGATIVOS

Voltando à primeira parte, no plano individual, o título da pior prestação vai para Alan Ruiz. O argentino somou más recepções com más decisões e pouco contribuiu para a manobra ofensiva da equipa.

Coletivamente, a linha defensiva inicial demonstrou precisar ainda de muito “óleo”. Jesus só manteve Piccini no quarteto, relativamente ao jogo com o Belenenses. Coates e Mathieu, em estreia, foram para o centro da defesa, e Fábio Coentrão fixou-se no corredor esquerdo. Em mais do que um lance, os quatro homens mostraram algum desacerto em termos posicionais - o que não é anormal tendo em conta o número de treinos.

Mathieu teve uma ou duas boas intervenções, mas também apareceu desligado em alguns momentos. Coentrão, no lance do golo dos turcos, parece bem posicionado, mas passivo. Nota mais para o lateral num par de jogadas em que se envolveu positivamente no ataque.

O Sporting volta a entrar em campo amanhã, quinta-feira, desta vez para defrontar o Valência.

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