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Sporting: o melhor e o pior do jogo de apresentação (em que os leões bateram o campeão francês)

Depois de uns quantos jogos de pré-época desmoralizadores, os leões mostraram alguns bons pormenores no jogo de apresentação aos sócios, frente ao Mónaco. Na vitória por 2-1, Bruno Fernandes e Gelson Martins foram os melhores, mas a defesa continua a dar algumas preocupações a Jesus

Lídia Paralta Gomes

TIAGO PETINGA/Lusa

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A noite era de festa e alegria em Alvalade, com a apresentação da equipa aos sócios, e os leões responderam com uma vitória por 2-1 frente ao Mónaco, campeão francês que está a uma semana de iniciar oficialmente a época.

Foi um Sporting flutuante, com bons momentos e alguns menos bons, mas um ensaio bem mais animador depois de uma série de jogos preocupantes no estágio na Suíça. Os dois golos dos leões foram marcados ainda na 1.ª parte - Bruno Fernandes fez o primeiro aos 32 minutos e Bas Dost o segundo aos 43 - sofrendo apenas nos últimos momentos, após um erro de Tobias Figueiredo.

O MELHOR

Primeiros minutos
O jogo era de apresentação e o Sporting quis mostrar algo de bom aos sócios logo a abrir. Futebol um pouco mais intenso face àquilo que se tem visto nesta pré-época, sempre na procura de boas linhas de passe e um ataque dinâmico e à procura de bola. A pressão acabou por não durar muito, mas será algo assim que Jesus está à espera dos seus jogadores.

Bruno Fernandes
Uns dias melhor, outros menos bem, mas certo, certo é que Bruno Fernandes é uma das figuras leoninas desta pré-temporada. O jogador que os leões foram buscar ao futebol italiano tem uma qualidade de passe muito acima da média e foram muito poucos os passes longos que não chegaram de forma suave e certeira ao seu destinatário.

O internacional jovem português foi provavelmente o melhor em campo, porque além da visão de jogo, da ajuda à defesa que deu e à cultura tática que vai mostrando - nota-se bem que jogou em Itália - ainda abriu o marcador, numa jogada que iniciou, deu seguimento e depois finalizou, esgueirando-se para a área sem que os monegascos dessem por ela.

No entanto, perde (e muito) para Adrien na intensidade. Se os passes de Bruno Fernandes são um regalo para os olhos, a forma como o Sporting não conseguiu pressionar o meio-campo do Mónaco a partir dos 15 minutos de jogo tem muito que ver com a presença do ex-Sampdoria e a ausência do capitão.

A energia de Gelson Fernandes
Veio agora de férias? Ninguém notou. Fantásticos pormenores enquanto estive em campo. Arrancadas com um vigor incomum para julho, passes teleguiados e, novidade, voluntarioso a defender. Tem muitas ‘culpas’ no primeiro golo do Sporting: pegou numa bola que lhe foi oferecida por Bruno Fernandes, sprintou pelo centro, deixou todos os rivais para trás e colocou no buraco da agulha para Bas Dost que, então, deu o passe para Fernandes marcar.

Acuña
Parece reforço o internacional argentino, que no primeiro jogo com a camisola do Sporting mostrou já uma compreensão interessante do modelo de jogo leonino, nomeadamente em algumas combinações com Gelson. Assumiu as bolas paradas: no primeiro livre a bola ia fazendo uma festinha ao poste e foi num canto seu que o Sporting marcou o segundo golo.

O PIOR

Pressionar? Nem por isso
Depois de dominar nos primeiros minutos, o Sporting perdeu intensidade a partir dos 15 minutos e deixou que o Mónaco à-vontade no meio-campo. Sem pressão e com pouca agressividade, o Sporting raramente conseguiu recuperar bolas e chegar à área adversária até ao golo de Bruno Fernandes.

Defesa
Continua lenta e com Mbappé e Falcao ao lado, podia ter sido dramático. Os avançados do Mónaco surgiram incontáveis vezes nas costas dos defesas do Sporting, que quase nunca acertaram na hora de deixar os adversários em posição de fora de jogo. Valeu que Mbappé esteve em noite particularmente egoísta. Melhor na 2.ª parte, principalmente no jogo aéreo, até que Tobias ofereceu o golo a Carrillo já nos últimos momentos da partida.

Doumbia
Portanto, 35 minutos em campo e quatro foras-de-jogo assinalados. O avançado da Costa do Marfim continua muito descontextualizado da equipa.