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Bruno de Carvalho nega movimentos ilícitos na compra de Tanaka

Segundo o presidente leonino, o agente João Pinheiro e a sua empresa em Cabo Verde não tiveram qualquer envolvimento na transferência de Tanaka para o Sporting

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Junya Tanaka esteve no Sporting em 2014/15 e 2015/16

FRANCISCO LEONG/GETTY

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Desmentir as notícias ainda antes delas serem noticiadas. Foi isso que Bruno de Carvalho fez na terça-feira ao final do dia nas redes sociais.

O presidente dos leões, após ter sido confrontado pela revista “Sábado” sobre uma investigação que está a decorrer no Ministério Público - com base numa queixa de Paulo Cristovão Pereira - e que será noticiada na edição de quinta-feira, veio a público negar qualquer ilegalidade.

Segundo BdC, a queixa apresentada do MP está “no top 3 das mais estúpidas que tenho visto ultimamente”.

O “Correio da Manhã”, por sua vez, avançou esta quarta-feira que BdC poderá ter recebido parte do valor da transferência de Tanaka para o Sporting; o Ministério Público tem, neste momento, uma investigação em curso.

Em 2014, Tanaka terá sido proposto ao Sporting por 500 mil euros, mas o clube de Alvalade acabou por o adquirir por 750 mil.

O MP recebeu uma denúncia que indicava que João Carlos Pinheiro, empresário de jogadores que esteve registado na Guiné-Bissau, intitulou-se representante de Bruno de Carvalho na compra de Tanaka e pediu dinheiro - um extra de 250 mil euros - ao agente Paulo Emanuel Mendes.

Este valor seria entregue ao presidente leonino, depois de passar por uma sociedade em Cabo Verde - um esquema semelhante já teria sido utilizado noutros negócios, escreve o “CM”.

Na sua mensagem nas redes sociais na terça-feira, o presidente dos leões rejeita esta tese.

“Em primeiro lugar, nunca o agente João Pinheiro ou a sua empresa tiveram qualquer envolvimento na transferência do jogador para o Sporting Clube de Portugal. Os envolvidos foram a empresa Bisc do agente espanhol John Baez que detinha os direitos económicos do atleta, e uma figura estranha de nome Paulo Emanuel Mendes (que mais tarde vieram dizer-me ter ligações a Paulo Pereira Cristóvão) que em boa hora acabou por não ter qualquer papel no negócio, e o Kashiwa Reysol, clube japonês em que Tanaka estava inscrito e por isso detinha os direitos federativos. O agente fez-nos saber que o preço era 750 mil euros. É bom saber que estávamos numa época em que o TPO ainda era permitido. Assim sendo, o negócio fez-se pelos 750 mil euros, sendo que 500 mil foram para a Bisc pelos direitos económicos e 250 mil para o Reysol para pagar os direitos federativos. Ou seja, não houve nenhuma alteração como se pretende fazer crer na queixa”, argumentou.