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Jesus: “Posso falar do Sli, do Slimani, porque é um jogador muito querido aqui. Se o quiserem meter cá, eu agradeço”

O Sporting recebe esta quarta-feira o Vilaverdense (19h, SportTV1), nos oitavos de final da Taça de Portugal, e Jorge Jesus falou disso e muito mais na conferência de imprensa de antevisão do jogo

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Steven Governo

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Jogo contra o Vilaverdense

"É mais uma competição, em que temos ambição de chegar à final. Na Taça há muitas surpresas, num jogo tudo pode acontecer e é legitimo que estas equipas queiram estar na final também. Amanhã [quarta-feira] vamos trabalhar para sermos melhores que o Vilaverdense. Temos essa responsabilidade.

Se vencermos, como espero fazer, com todo o respeito, não se passa nada. Se não conseguirmos é a surpresa na Taça. Espero que o Sporting não esteja nesse rol de ser surpresa na Taça, perante uma equipa que se quer mostrar, que tem valor, que está a fazer um excelente campeonato, com jovens que querem uma oportunidade. Tudo isso conta. Mas estamos neste jogo com todo o respeito pelo Vilaverdense."

O onze do Sporting vai ser diferente

"Não posso olhar para este jogo de uma forma separada. Os que vão jogar amanhã [quarta-feira] vão ser os melhores. É natural que joguem alguns que não jogaram no último jogo, como aconteceu com o Barcelona. Vai ser assim, dar jogos de responsabilidade a alguns jogadores que não têm jogado tanto, até para as nossas opções serem mais competitivas entre eles. Não é por amanhã o Bas Dost não aparecer no jogo que olho com menos importância. Tenho o Doumbia que tem de jogar, como já não há pré-época, tem de jogar."

Diferenças entre Vilaverdense e Barcelona

"Temos uma forma de olhar para o nosso jogo que é ofensiva, jogamos com pressão alta, quer seja o Barcelona ou o Vilaverdense. A nossa ideia é a mesma que tivemos para o Barcelona, mas não está lá o Messi. A nossa identidade como equipa só é variável nas situações de estratégia. Queremos que o Vilaverdense sinta o poder do Sporting. Vamos tentar implementar as nossas ideias sem olhar para o nome do adversário. Às vezes os adeptos não gostam que estas equipas possam fazer ataques ou arranjar problemas ao Sporting, mas têm de aceitar porque hoje já não há cegos neste mundo. É mais difícil jogar com o Barça, mas o respeito é o mesmo.

O "autocarro" do Vilaverdense

"Apareceu no futebol esse conceito do autocarro, mas acho que não se aplica ao futebol. Se me disserem que é uma equipa com uma organização defensiva, com um bloco mais baixo, ok. Agora autocarro? Só se for para Xabregas. No futebol não há autocarros, há equipas mais ou menos defensivas.

Não sendo primeira na sua série, porque o primeiro é o Vizela, é uma equipa com uma ideia de jogo ofensiva, marca muitos golos. Por essa ideia é que ele diz que não vai meter um autocarro. Mas ele não pensa em autocarros, pensa em métodos de treino que tenta passar para os seus jogadores.

Jogo da Liga Europa em Astana, no Cazaquistão

"Calhou-nos uma equipa que nos obriga a percorrer muitos quilómetros. Temos de fazer uma logística muito bem pensada para dar todas as condições à equipa. Não só na deslocação para lá, mas também para o regresso. Logo a seguir temos um jogo fora.

Sabemos o valor do Astana, sabemos que na Europa há equipas com mais nome, mas isso às vezes isso não quer dizer nada. Temos um adversário que tem todas as condições para passar à fase seguinte. Primeiro vamos olhar para o Vilaverdense, depois temos muito tempo para preparar essa viagem que, do ponto de vista logístico, vai ser trabalhada com muito saber.

Slimani de regresso a Alvalade?

"Todas as equipas aproveitam o mercado de inverno no para fazer ajustes. Não gosto de falar de jogadores que não estão cá, mas posso falar do Sli, do Slimani, porque é um jogador muito querido. Sabemos que ele não está a jogar, mas não temos mais dados para fazer qualquer coisa de fatual. Agora que ele é um jogador querido pelos adeptos, sócios e equipa técnica, é. Se o quiserem meter cá, eu agradeço [risos]".

O mercado, quando a janela abre... tudo pode acontecer em toda as equipas do mundo. É natural que se façam ajustamentos, uns porque não estão contentes e querem jogar mais. Tanto cá, como outros que estão noutros clubes e querem vir para cá. Mas isso depois obedece a uma estratégia do presidente. Estamos atentos, em cima do mercado, mas não estamos com certezas nenhumas. Não estamos a pensar que podem sair, é mais no sentido nos que possam entrar. Mas temos de ter um equilíbrio. Na hora que for preciso algum ajustamento, o presidente vai fazer."