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Jorge Jesus: "O Sporting era o quase. Nem era o quase, nem lá chegava!"

Treinador do Sporting radiante com a primeira Taça da Liga ganha ao serviço do Sporting

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MIGUEL RIOPA/Getty

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Seis Taças da Liga

"Ganhei seis. Cinco no Benfica e uma aqui. Foi com essa intenção que eu vim, para pôr o Sporting ao nível das duas grandes equipas que havia em Portugal. O Sporting era o quase. Nem era o quase, nem lá chegava! Nós queremos disputar decisões. Demora tempo, não é fácil chegar a um clube que não tem cultura de ganhar. Noutros, que estão habituados, é só dar seguimento. Aqui é transformar e colocar os adeptos a acreditar. O Sporting demonstrou que é um grande clube em Portugal. Quem faz os clubes são as massas adeptas e hoje os nossos adeptos pintaram tudo de verde. Ganhar o troféu era o objetivo, mas para mim fazer o Sporting voltar a ser esse clube é tão importante como ganhar a taça"

Vitória sofrida

"Nunca tinha ganho uma Taça da Liga nos penáltis. Foi a primeira vez, mas o valor é o mesmo. Jogámos com uma equipa que na primeira parte foi melhor e que entrou de forma muito agressiva, não deixou o Sporting jogar. Não conseguimos reagir às dificuldades e demos 45 minutos de avanço. Os jogadores do V. Setúbal têm muita qualidade e não os conseguimos parar. Ao intervalo mudei, falei. Tínhamos de dar a volta à forma como estávamos a jogar"

Mudanças ao intervalo

"Tive de puxar o Bruno Fernandes para a direita, dar mais jogo interior e largura. O Battaglia é um jogador que tem valor defensivo, mas nem com todas as equipas tem a mesma projeção para o jogo. Na 2.ª parte fizemos o golo e o Vitória não criou as dificuldades que nos deu na 1.ª. Agora é fácil falar, mas somos muito fortes. Treinámos muito! Não nos preparamos para hoje. Trabalhamos isto há muito tempo"

William e Coates

"Dei novamente a responsabilidade ao Coates e ao William. Os profetas da desgraça, os que só comentam na televisão, que não sabem do treino, acho que é em função de um dia falhar aqui e ali. Isto do futebol, se fosse fácil ser jogador, todos eram jogadores. Assim como ser treinador. É a única profissão que todos percebem. É uma profissão que exige muito conhecimento, principalmente de quem trabalha, que é quem sabe as decisões que tem a tomar. Não são tomadas de ânimo leve. Mas há muita gente que vai engolir sapos na garganta por causa do William"

Equipa sem Gelson

"Perde velocidade no jogo ofensivo. Não muitos iguais ao Gelson, que para lá das características individuais, há um processo de jogo no qual ele tem influência. Hoje notou-se a ausência dele. Montei uma estratégia não pensando no Rúben e o Bryan para o corredor, que o corredor era para outros, mas apenas por lá apareceu o Fábio. Ao intervalo houve tempo para corrigir isso e a 2.ª parte foi diferente. Com atitude, pensamento e crença, que foram fundamentais para mudar o resultado"