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Jorge Jesus: "O Sporting foi uma equipa com cultura de campeão"

Para o treinador do Sporting, a organização e o forte equilíbrio defensivo foram os segredos para a conquista dos três pontos, frente ao Vitória de Guimarães. Sobre a contratação de Lumor, Jesus foi pragmático: não houve capacidade financeira para mais

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lusa

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Adversário difícil

"A equipa do Vitória de Guimarães está melhor que na primeira volta. O Pedro tem estado a moldar a equipa e a equipa do Guimarães esteve muito bem, é verdade."

Um Sporting pragmático

"Em 8 dias fizemos 3 jogos, em 12 dias vamos fazer 4 jogos. Há jogadores onde se nota e percebe-se que querem fazer as coisas rápidas e bem, mas não há milagres, principalmente aqueles que têm jogado nestes 3 jogos. Hoje ainda fiz uma alteração para dar alguma velocidade no corredor com o Ristovski, com a saída do Piccini, mas a equipa foi uma equipa dentro daquilo que eu tinha lançado do jogo, pragmática. Nós somos uma equipa que trabalha um pouco em cima disto, neste momento. Sabemos que, pelo menos, um golo a gente faz. É importante não nos desorganizarmos, manter o equilíbrio defensivo e forte. E foi assim que hoje ganhámos este jogo."

O preço do sucesso

"Quando tu não sofres golos, dás mais tempo à outra equipa para ganhar. é isso que a gente está a fazer. No lançamento do jogo eu tinha dito que há jogos que a gente joga um pouco com a cultura tática, com a confiança que a equipa tem no momento defensivo. Portanto, somos uma equipa um bocadinho cínica. somos uma equipa com uma tática de jogo, neste momento, como a dos italianos... como a Juventus faz, como a Juventus nos fez a nós. Isto também de saber o que tu tens, como é que estás... e nós sentimos que não podemos pôr uma intensidade muito alta no jogo, porque não temos capacidade para isso. A equipa joga de dois em dois dias, acabei de dizer que em 8 dias fez 3 jogos, em 12 dias vai fazer 4 jogos... agora, pagas o preço do sucesso. Queres ganhar todas as competições, algumas vais pagar caro, isso não tenho dúvidas.

O Sporting não está habituado ao primeiro lugar

"Enquanto nós acreditarmos que somos capazes, vamos tentar tudo. Mas, também temos alguns jogadores lesionados que nos tem estado a prejudicar. É o caso do Daniel Podence e Gelson e, agora, o Bas. E, hoje, também já jogaram alguns jogadotes que, como a gente costuma dizer, na gíria futebolista, amarrados. O Fábio jogou amarrado, completamente amarrado, mas tem uma alma de leão, nunca se dá por cansado. E é com estes jogadores que a gente tem que ir para a frente , e é com este espírito que a equipa nunca esteve intranquila, estiveram mais intranquilos os adeptos. O facto do Sporting passar para primeiro... não está muito habituado a isto, não é? Começa a ficar nervosa, mas a equipa nunca esteve nervosa, porque foi uma semana a trabalhar em cima deste registo. "

Uma cultura de campeão

"Claro que é melhor estar em primeiro. E, quando não estás em primeiro, estás à procura do primeiro e há sempre aquele aspeto emocional de tu quereres chegar ao primeiro. O primeiro tu sabes que não podes falhar, porque atrás de ti está um concorrente, ou estão dois concorrentes. Portanto, esta pressão é uma pressão só para os grandes jogadores e treinadores e equipas é que conseguem ultrapassar isto. Tu teres inteligência emocional, equilíbrio emocional.., isto também stressa. E, isto treina-se com o tempo, habitua-se os jogadores e as equipas a ter o que chamamos cultura de campeão...e hoje, o Sporting foi uma equipa com uma cultura de campeão. Sabendo que o jogo estava dividido, sabendo que não foi uma equipa muito forte de solucionar situações de golo, mas foi uma equipa em que esperámos pelo momento certo. Tivemos um do Doumbia que não fizemos, tivemos outra do Bruno que não fizemos, demos na trave.... tivemos uma do Acuña, mas essa do Acuña grande defesa, e agora tivemos a terceira do Mathieu, que entrou. Portanto, saber trabalhar em cima disto é muito trabalho também.

Lumor

"Escolhemos porque o Sporting teve uma oportunidade de mercado fantástica. O Jonathan ... está bem que não foram muitos milhões mas um jogador que foi operado, não está a jogar, não tem sido titular, vender por 6 milhões - foi aquilo que me disseram, não sei se é verdade ou mentira - é uma operação muito bem feita. E depois tínhamos que ir buscar alguém, tínhamos de ir buscar um lateral esquerdo... quem é que íamos buscar? Capacidade financeira para ir buscar aqueles mais ou menos, não há. Temos de recorrer ao mercado nacional e aos jogadores que a gente tem possibilidade de ir buscar"