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Jesus: "O Sporting fez um excelente jogo. Faltou-nos um finalizador na área para empurrar a bola"

O treinador do Sporting defendeu, no final da derrota contra o FC Porto, que, "taticamente", não mudou nada na equipa que jogou em 3-4-3, explicando que apenas alterou "as características individuais dos jogadores" para dar "maior profundidade atacante"

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"Se ele [Sérgio Conceição] adivinhou, ele é que sabe. O que sei é que foi um bom jogo. Mais aberto do que os outros dois. Também por ter apresentado uns posicionamentos diferentes para pressionar os jogadores do FC Porto, que não tiveram tanto espaço como nos jogos anteriores.. Foi a primeira parte de dois jogos. Tivemos muitas oportunidades de golo. Quando jogas no Dragão ou na Luz e tens as oportunidades de golo que tens e não as concretizas, isso traz-te prejuízo em termos de resultado."

O Sporting fez um excelente jogo. O FC Porto também fez. Mas, nos últimos dez minutos, podíamos ter feito melhor. Tivemos chances. O Gelson e o Doumbia dentro da área. Em jogadas dentro da área faltou-nos um finalizador para poder empurrar a bola. O FC Porto é uma equipa poderosa nos cruzamentos e foi assim que fez o golo. Vamos levar a meia-final para Alvalade. Está tudo em aberto e as duas equipas fizeram um excelente jogo."

Como a equipa reagiu à mudança de sistema

"Houve alguns posicionamentos que fizeram com que a equipa jogasse de uma forma um pouco diferente, mas não muito. Taticamente, a equipa não mudou. Mudaram os posicionamentos que permitiram que tivéssemos mais facilidade em ter bola. Na segunda parte fomos, nitidamente, mais fortes que o FC Porto, a partir do 1-0.

Acho, sinceramente, que este jogo era 3-3, 2-2. O golo do FC Porto é precedido de uma falta sobre o Bruno Fernandes. No jogo dividido, o árbitro penalizou-nos muito mais do que ao FC Porto. O Fábio leva amarelo quando não tem de levar. Gosto muito deste árbitro, mas não gostei do jogo dele. Mas quero dizer que não teve influência no resultado."

E como os jogadores se portaram

"Taticamente não mudei nada, mudei foi as características individuais dos jogadores, que projetaram a equipa para uma maior profundidade atacante. Piccini continuou numa posição que é a dele e o Gelson a mesma coisa. A entrada do Bruno César origina logo, passados minutos, uma oportunidade de golo do Gelson. Tivemos muitas jogadas de finalização na grande área e procurámos outras decisões que nos penalizaram.

Nem tinha como estratégia, ou pensamento, ter o Gelson o jogo todo. Podia tê-lo protegido, mas o resultado não dava para isso. Fazia-lhe sinais, ele ia-me dizendo que sim. Não me importava que ele estivesse cansado. Preocupava-me era que desse sinais da lesão dele. Ele dizia sempre que sim e ficou."