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Coentrão diz que passou o jogo com FC Porto a ser atingido com isqueiros e foi vítima de agressão com um dedo no olho

O jogador do Sporting contesta o castigo que lhe foi imposto por ter cuspido na direção dos adeptos portistas, durante o FC Porto-Sporting

Lusa

Carlos Costa / NurPhoto / Getty Images

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O futebolista do Sporting Fábio Coentrão justificou hoje a cuspidela dirigida aos adeptos do FC Porto, que lhe valeu um jogo de suspensão, com o facto de ter passado o jogo a ser insultado e agredido com isqueiros.

“Como é possível eu ter passado um jogo inteiro a ser insultado e agredido com isqueiros? Mais ainda: como é possível ter visto um cartão amarelo quando eu é que fui vítima de agressão por um adversário que me pôs o dedo num olho? Ter visto outro adversário a atirar a bola contra mim noutro lançamento lateral?”, desabafou o lateral-esquerdo ‘leonino’ na sua conta do Facebook.

A reação do jogador surge depois do castigo de um jogo de suspensão que lhe foi aplicado pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol por ter cuspido na direção dos adeptos portistas no jogo das meias-finais Taça de Portugal disputado no estádio do Dragão, com vitória 'azul e branca' por 1-0..

Coentrão vai mais longe no desabafo ao revelar que foi sujeito “a novos insultos, cuspidelas e ao arremesso de mais isqueiros” quando se dirigia aos balneários após ser substituído, com o túnel recolhido, ocorrência que, segundo ele, revela "uma falha grave de segurança que viola os regulamentos".

“O túnel, nestes casos, tem de ser aberto para proteção dos atletas. Perante tudo isto, só eu é que sou castigado com um jogo de suspensão? E nada acontece a quem tem estes comportamentos antidesportivos e grosseiros? Já para não falar num certo senhor que tão mal anda a fazer ao nosso futebol que tem o descaramento de dizer que eu não sou exemplo para ninguém”, acrescentou Fábio Coentrão, que contesta tal acusação, ao questionar qual o melhor exemplo do que o seu, que “veio do nada, subiu a pulso e conquistou tudo o que já conquistou”.

A concluir o seu desabafo, defende-se ao lembrar que “é humano” e que “também tem direito à indignação”, garantindo que “estará aqui a lutar com todas as forças até ao fim”.