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Jorge Jesus: "O árbitro disse para toda a gente e ouvi no banco: ‘Vou dar mais três minutos’"

Treinador do Sporting não concorda com as críticas do Tondela à arbitragem de João Capela. Em declarações à Sport TV, sublinhou que os leões são neste momento "uma equipa sobrecarregada" e que todas as vitórias têm "uma dose de sofrimento"

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PAULO NOVAIS/LUSA

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Vitória sofrida

“Todas as vitórias têm uma dose de sofrimento, depois podem tornar-se mais fáceis quando consegues fazer mais que um, dois golos. Mas não se conquistam vitórias nem títulos sem sofrimento. Vencemos com menos um jogador: a atitude do Mathieu não se justifica, deixou a equipa em perigo”

Mais coração

“Esta noite fomos uma equipa de coração, porque anda a jogar sobrecarregada. E quando queres estar em todas, vais acabar por pagar mais cedo ou mais tarde, porque não consegues criar objetivos em todos os jogos e em todas as provas, porque não tens capacidade de rotatividade”

Mau arranque

“O jogo começou mal, com a nossa equipa a perder e depois fui tudo muito na crença. A equipa só ganhou porque tem uma mentalidade forte e está moralizada. Procurou lutar, muitas das vezes, como nestes últimos minutos, sem ser tecnicamente boa, apostando no jogo direto, por ter poucos jogadores no meio-campo. Ficámos com a equipa partida com a expulsão e, na fase final, deixei a possibilidade de jogar com o Coates na frente. É um central que quando joga como avançado sabe jogar, pois é forte no jogo aéreo como na disputa da bola”

O antijogo do Tondela

“O Tondela, quando se viu a ganhar, fez antijogo. Na 1.ª parte o árbitro deu um minuto de compensação, quando na minha opinião devia ter dado mais. Depois, no final, quando o jogador do Tondela está no chão, ouvi no banco e o árbitro disse para toda a gente ‘Vou dar mais três minutos’. Por isso, tudo isso fez com que o Sporting acreditasse. O Tondela não se pode queixar do árbitro, pode sim de não ter conseguido segurar o resultado. Mas isso já me aconteceu a mim”

Final atribulado


“Não queria que os meus jogadores não estivessem na confusão, naquela molhada à entrada do túnel. Houve alguma confusão. Queria que viessem para dentro do balneário. Não se passou mais nada que isto”