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Investidores do Sporting decidem a 4 de maio adiamento de reembolso

A Sporting SAD convocou uma assembleia geral de obrigacionistas, para propor um adiamento de seis meses no reembolso do empréstimo de 30 milhões de euros contraído em 2015 junto de mais de 4000 investidores

Miguel Prado

ANT\303\223NIO PEDRO SANTOS

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A Sporting Clube de Portugal SAD (Sociedade Anónima Desportiva) convocou para 4 de maio uma assembleia geral de obrigacionistas, para propor um adiamento de reembolso, por seis meses, aos investidores que em 2015 aplicaram 30 milhões de euros em títulos do clube.

Em causa está um empréstimo obrigacionista emitido em maio de 2015, no valor de 30 milhões de euros, que deveria ser reembolsado a 25 de maio de 2018. A SAD do Sporting propõe agora que os investidores apenas sejam reembolsados a 26 de novembro. Este semestre adicional será remunerado (a taxa anual que os títulos garantem é de 6,25%).

O Sporting justifica esta proposta de adiamento do reembolso com a necessidade de fechar um outro empréstimo de valor semelhante, que só deverá ser emitido no último trimestre deste ano. "As anteriores emissões obrigacionistas da Sporting SAD foram aliás sempre realizadas no mês de novembro", sublinha a proposta.

Os títulos agora em causa foram emitidos em maio de 2015 por ter sido concretizada no quadro da reestruturação financeira do Sporting, iniciada em 2014.

Na operação de 2015 participaram 4241 investidores. Houve 1861 pequenos investidores que aplicaram até 5 mil euros cada um. Houve ainda 1739 investidores que subscreveram entre 5 mil euros e 25 mil euros em obrigações da Sporting SAD. No grupo dos que mais dinheiro investiram estão cinco investidores, que individualmente aplicaram mais de 500 mil euros cada.

O empréstimo de 2015 obtido pela SAD leonina foi uma das mais bem sucedidas de sempre do Sporting, com a procura a representar 2,57 vezes a oferta de títulos disponível. A operação também teve o maior número de investidores nas cinco emissões obrigacionistas já feitas pelo Sporting desde 2002.

A operação, recorde-se, permitiu ao Sporting captar no mercado mais dinheiro (30 milhões de euros, acima dos 20 milhões do empréstimo de 2011-2014) e pagando um juro mais baixo (6,25%, face aos 9,25% do anterior empréstimo obrigacionista).