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Títulos de dívida do Sporting afundam mais de 5%

As obrigações cujo reembolso a Sporting SAD quer adiar por seis meses voltaram a negociar esta quinta-feira com uma desvalorização de 5,26%

Miguel Prado

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As obrigações cujo reembolso o Sporting quer adiar por seis meses tiveram a sua negociação suspensa, mas voltaram esta quinta-feira a ser livremente transacionadas em mercado... com uma queda de 5,26%.

O regresso à negociação dos títulos de dívida dos leões ocorreu depois de a Sporting SAD (Sociedade Anónima Desportiva) convocar uma assembleia geral de obrigacionistas, para 4 de maio, e divulgar oficialmente a proposta de adiamento, por seis meses, do reembolso dos títulos.

No seu comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) a Sporting SAD nota que um dos objetivos do adiamento do reembolso é permitir que a sociedade consiga emitir um novo empréstimo obrigacionista, previsto para o último trimestre deste ano.

O empréstimo em causa, no valor de 30 milhões de euros, foi realizado em maio de 2015 e vencia em maio de 2018. Os títulos de dívida foram subscritos por mais de 4 mil investidores e dão direito a um juro anual de 6,25%.

Mas para poder reembolsar os 30 milhões de euros a estes investidores sem pôr em causa as suas contas a Sporting SAD precisa de conseguir ir ao mercado novamente levantar esse montante, o que ainda não ocorreu.

A desvalorização de títulos de dívida no mercado habitualmente traduz a leitura, por parte do mercado financeiro, de um clima de risco agravado em relação às entidades emissoras do empréstimo (neste caso a Sporting SAD).

Essa desvalorização das obrigações pode acarretar um potencial agravamento dos custos de financiamento futuro de determinada entidade.