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Jorge Jesus: "Disse aos jogadores que não era importante marcar nos primeiros minutos, o importante era marcar primeiro"

Treinador do Sporting sublinha esforço dos jogadores no encontro em que o Sporting carimbou um lugar no Jamor e avisa que não há favoritos na final da Taça de Portugal

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Jorge Jesus sai do Sporting com 154 jogos, repartidos entre 98 vitórias, 25 empates e 31 derrotas.

JOSé Sena Goulão/Lusa

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A análise ao jogo

“Duas grandes equipas que durante os 120 minutos quiseram ganhar, um pouco mais o Sporting, porque o FC Porto tinha a vantagem de 1-0 e na 1.ª parte quis ganhar algum tempo, muita falta, muito tempo a pôr a bola em jogo. Mas os jogadores do Sporting foram muito inteligentes. Disse-lhes que não era importante marcar nos primeiros minutos, era importante marcar primeiro"

Elogio aos jogadores

“Estes jogadores merecem ir à final. Vocês não imaginam o esforço que esta equipa está a fazer. Quando eu disse que o FC Porto fez um joguinho, não falava em termos de exibição. Eles fizeram um joguinho e esta noite outro e nós andamos a fazer 6, 7, 8 joguinhos. Mas esta equipa tem um coração muito grande, quer vencer títulos e vamos para a segunda final. A primeira vencemos e agora queremos muito ganhar no Jamor"

Época com 60 jogos

"Agora temos já jogo contra o Boavista, tenho muitos jogadores em sobrecarga. Gelson, Mathieu, o Bruno Fernandes que está cansado, não com problemas musculares, o Piccini, Marcos… Estes quatro com problemas musculares. É muito jogo. Fizemos hoje o 55.º jogo, vamos fazer 60 jogos, nunca nenhuma equipa em Portugal fez isto. Mas isto foi porque estivemos em todas as competições até ao fim. E temos mais quatro jogos para discutir ainda o primeiro lugar, mas isto contra o Boavista não sei como vai ser… Mas os nossos adeptos vão ajudar-nos a ir buscar forças onde não sabemos”

Favoritos frente ao Aves?

“Nas finais não há favoritos, qualquer equipa vai para ganhar. Foi uma sensação muito boa com os adeptos estarmos na final, mas a partir de hoje acabou, temos de vencer este quatro jogos para disputar a Champions, porque é isso que queremos”

Mais uma vitória nas grandes penalidades

“É treino, trabalho. Dizem que os penáltis são uma lotaria, mas para mim não. É treino. Depois podes ter mais ou menos sorte, como no jogo, mas é muito trabalho durante o ano todo”

Significado do Jamor

“O Jamor diz-me muito. Não digo desportivamente mas sentimentalmente. Fui habituado de menino a ir ver finais, a fazer desde a Amadora até ao Jamor um caminho a pé com os amigos. É um espectáculo antes do jogo, uma jornada bonita para que as famílias se juntem naquele espaço onde fazem sardinhadas, várias comidas ali feitas na hora... É uma festa e por isso diz-me muito para além do aspeto desportivo”

O que decidiu o jogo

“A inteligência dos jogadores, nunca se precipitaram. Sabíamos que era importante marcar primeiro porque igualávamos a eliminatória. Preparámo-nos técnica, tática e, principalmente, mentalmente para não irmos à procura do golo de qualquer maneira. Taticamente nunca perdi a cabeça. Nós treinamos muito isto e sabia que o Fredy é bom batedor de penáltis. O Bas Dost estava esgotado e procurei com o Doumbia fresco - porque os jogadores do FC Porto estavam cansados - surpreender com alguma saída. Joguei com dois avançados frescos e talvez isso tenha sido o segredo, porque forçámos muito o FC Porto na pressão alta e eles tiveram dificuldade em ter o jogo que gostavam”