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Jorge Jesus: "Só estaria satisfeito se ganhasse Campeonato, Taça da Liga e Taça de Portugal. Estou habituado a ganhar tudo"

Antes da receção ao Boavista, o treinador do Sporting diz que não está satisfeito com a época atual, porque está "habituado a ganhar tudo", e confessa que gostava de ficar 20 anos no mesmo clube, como Wenger

Expresso e Lusa

JOÃO RELVAS/LUSA

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O treinador Sporting disse hoje que os ‘leões’ não têm margem para errar nos jogos que restam até ao final da época de futebol e assumiu que chegar ao fim com duas taças conquistadas não o deixa satisfeito.

Na antevisão ao encontro diante do Boavista, da 31.ª primeira jornada da I Liga, pouco se falou do desafio, com os temas as debruçarem-se no momento atual da equipa ‘leonina’ e também na saída anunciada de Arsene Wenger do comando técnico do Arsenal, de Inglaterra, uma notícia que mereceu palavras elogiosas de Jesus.

“Já não há mais margem para erros, nem para nós nem para os nossos rivais [Benfica e FC Porto]. São quatro finais no campeonato e a da final da Taça de Portugal”, começou por dizer o treinador dos ‘leões’, em conferência de imprensa.

Sobre a receção aos boavisteiros, Jorge Jesus destacou a boas exibições até ao momento dos jogadores de Jorge Simão e alertou para as qualidades dos ‘axadrezados’.

“Amanhã [domingo] vamos ter um jogo muito competitivo, duro, com um adversário que está numa fase boa do campeonato. Têm bons jogadores, que são agressivos do ponto de vista competitivo. Vai ser um jogo difícil e só ficará mais fácil se os jogadores do Sporting forem competentes”, declarou.

Em jeito de balanço da temporada a cerca de um mês de terminar, o treinador ‘leonino’, que cumpre a terceira época em Alvalade, afirmou prontamente que a Taça da Liga erguida em janeiro e uma eventual conquista da Taça de Portugal em maio não são suficientes para se sentir feliz.

“Para mim só estaria satisfeito se ganhasse os três [Campeonato, Taça da Liga e Taça de Portugal]. Ganhar dois não é mau, estou habituado a ganhar tudo. Agora, o pleno e o excelente seria ganhar os três”, salientou.

A terminar, foi desafiado a responder se gostaria de ficar duas décadas no mesmo clube, tal como aconteceu com o técnico francês do Arsenal, Arsene Wenger, que esta semana anunciou a saída do clube londrino, após 22 anos do comando.

“A carreira do Wenger é invejável. Eu também gostava de estar num clube 20 anos. É sinal de qualidade e muito trabalho. Ganhou os títulos que ganhou, muitos ou poucos, e os responsáveis do Arsenal acharam que devia continuar até aqui”, concluiu.

No domingo, o Sporting, terceiro classificado, com 71 pontos, recebe no Estádio José Alvalade, pelas 20:15, o Boavista, sétimo, com 38, num jogo da 31.ª jornada da I liga.