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Ferro Rodrigues. “Não me chocaria que a final da Taça fosse feita à porta fechada ou na Vila das Aves”

Presidente da Assembleia da República classifica os incidentes em Alcochete como "gravíssimos" e pede uma investigação

Hugo Tavares da Silva

Horacio Villalobos - Corbis

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O presidente da Assembleia da República (AR) fez esta tarde uma curta declaração sobre os incidentes na academia do Sporting e afirmou que se trata de uma “situação gravíssima” que ofende os portugueses, o desporto português e o país. Ferro Rodrigues disse que a decisão sobre a realização da final da Taça de Portugal, agendada para o próximo domingo, compete à Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e diz que não ficaria chocado se fosse jogada à porta fechada ou na Vila das Aves, a casa do outro finalista.

“Queria apenas dizer que não se trata de um mero caso de polícia, isto é uma situação muito grave. É uma situação gravíssima que ofende os portugueses, o desporto português e o país, pelas repercussões internacionais que já teve”, começou por dizer aos jornalistas Ferro Rodrigues.

“Eu quero apenas dizer, com muita firmeza, que numa situação como esta tem de haver medidas sérias e, doa a quem doer, ao nível do Sporting, FPF e Governo português, não podemos permitir acontecimentos como os de ontem.” O presidente da AR disse que os episódios de ontem correspondem a “uma perversidade autoritária e totalitária de dirigentes, em mistura com uma comunicação social fanática, que gosta de explorar até ao pus tudo o que acontece sábado e domingo nos campos de futebol, e também com aquilo que são as claques ou membros de claques, organizados como grupos terroristas.”

O governante diz que o desporto português está uma desgraça. “Tenho 68 anos de sócio do Sporting, mas não é nessa qualidade que estou aqui a falar, é na qualidade de presidente da AR. Não pode ficar impune quem deu passos decisivos para que esta situação gravíssima de ontem tivesse acontecido. Estou a falar de todos os que contribuem lamentavemente para o que tem sido o ódio, violência, fanatismo e corrupção no futebol português. Não é só num clube, são vários. É bom que as autoridades judiciais, sempre prontas para investigar e bem os políticos, investiguem bem os dirigentes desportivos e aqueles que fazem do futebol português esta desgraça, sobretudo os que fazem do Sporting Clube de Portugal esta miséria que estamos a viver.”