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A comunicação social terrorista, os ataques a Sobrinho e Ricciardi, a "culpa" dos jogadores: o resumo do que disse Bruno de Carvalho

Foram duas horas de críticas, respostas àquilo que o presidente do Sporting diz ser um ataque "vil e pessoal" à sua figura e ao clube. Nem os jogadores escaparam: Bruno de Carvalho, que revelou que não estará no Jamor, acredita que alguns "involuntariamente" provocaram as agressões

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Sábado, início da tarde, véspera da Taça de Portugal. É o 4.º dia após a invasão da Academia de Alcochete, em que vários jogadores e membros do staff técnico do Sporting foram agredidos. E não se fala de futebol, do jogo de domingo, que fecha a época. Durante duas horas, Bruno de Carvalho, ladeado por um dos seus últimos apoios, Carlos Vieira, dispara em todas as direções e mais algumas. Comunicação social, rivais, Sobrinho e Ricciardi e até os próprios jogadores, que Bruno de Carvalho acredita terem responsabilidade, ainda que involuntária, no que se passou terça-feira em Alcochete.

A comunicação social terrorista

Bruno de Carvalho diz que a comunicação social dá eco a uma "campanha que se instalou" contra a sua figura, acusando jornais e revistas de "bullying e terrorismo". Fala até de "um total desrespeito pelos direitos humanos", perante o ataque mais vil, pessoal, indigno" que está a ser alvo. A comunicação foi ainda acusada de manipular as suas declarações no dia das agressões em Alcochete, as declarações de um "homem em estado de choque".

Sobrinho e Ricciardi

Dona de 30% da SAD do Sporting, a Holdimo, de Álvaro Sobrinho, não traz "prestígio ao Sporting", Bruno de Carvalho a fazer referência aos recentes casos que envolvem o banqueiro angolano. "A Holdimo é um caso muito curioso... Álvaro Sobrinho era dos homens mais mal falados - e ainda é - por todos os motivos: pelo BESA, pelo congelamento de contas, problemas em vários países", frisou o presidente do Sporting, acusando ainda Sobrinho de dever 300 mil euros ao clube. Já sobre José Maria Ricciardi, Bruno de Carvalho diz ser "o estratega disto tudo", "um sobrevivente que passa sempre pelos pingos da chuva". O antigo membro do Conselho Leonino, que saiu em conflito com Bruno de Carvalho em abril, diz o líder do Sporting, terá "através da sua empresa, tentado assessorar o negócio do empréstimo obrigacionista" e quando o Sporting recusou, virou-se contra a direção.

A "culpa" dos jogadores

Estas terão sido, por ventura, as declarações mais polémicas de Bruno de Carvalho na longa conferência de imprensa. O presidente do clube recusou mais uma vez ser o autor moral do ataque em Alcochete e as notícias de que a ordem teria sido dada após o jogo de Madrid. Para Bruno de Carvalho, as origens do ataque estão no pós-jogo da Madeira. "Não estou a ver nem quero acreditar que possa haver uma tentativa de rescisão por um ato que involuntariamente saiu dos próprios jogadores, não de todos, mas saiu dos jogadores", referiu, revelando que vários jogadores do Sporting, entre eles Rui Patrício, responderam às críticas e ameaças de membros da Juventude Leonina que estavam no Funchal. E sublinhou que na conversa que teve com os jogadores no dia seguinte à derrota na Madeira, ninguém o alertou para as ameaças. Bruno de Carvalho disse ainda que já se pôs "à frente de centenas de adeptos para defender os jogadores" e que por isso o silêncio dos mesmos face ao que tem sido escrito sobre si é "ensurdecedor". O presidente leonino frisou ainda que "há jogadores em choque" mas que todos têm de ser profissionais e seguir em frente, falando de "advogados e empresários" que se aproveitam do estado emocional dos futebolistas leoninos.

A cimeira secreta proposta por Marta Soares

Sobre o presidente da mesa da assembleia geral demissionário do Sporting, Bruno de Carvalho disse que este mentiu à comunicação social sobre o que se passou em Alcochete após a chegada do presidente à Academia. "Disse que eu e Jesus tínhamos trocado parcas palavras e estive mais de duas horas a falar com ele". Jaime Marta Soares foi ainda acusado de ter tentado promover "uma cimeira secreta com o seu amigo Luís Filipe Vieira", com Bruno de Carvalho a deixar implícita uma alegada proximidade ao Benfica