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Nota da direção: Bruno de Carvalho e a primeira página do Expresso

Em conferência de imprensa este sábado, o presidente do Sporting criticou a primeira página do Expresso. Em causa está o título que remete para a coluna de Miguel Sousa Tavares, que aqui se contextualiza para deixar claro que é uma expressão não literal e que critica os demagogos em geral.

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"Como nascem os Brunos de Carvalho. E porque devem ser mortos à nascença". Este é o título da coluna de opinião deste sábado de Miguel Sousa Tavares no Expresso, com chamada de primeira página, que Bruno de Carvalho criticou em conferência de imprensa esta tarde. Porque a chamada de primeira página pode levar a uma leitura errada porque não contextualizada, a direção do Expresso vem deixar claro que a frase é não literal e se refere aos demagogos em geral, como resulta claro da leitura integral do texto. Para amplificar este esclarecimento, o texto foi aberto a todos os leitores.

Miguel Sousa Tavares escreve no seu texto sobre como Bruno de Carvalho representa os populismos que crescem também na política. É contra esses populismos que o colunista do Expresso se insurge. Isso fica claro por exemplo no seguinte parágrafo:

"Os Brunos de Carvalho do futebol antecipam o que poderá ser um dia o aparecimento dos Brunos de Carvalho da política. E, a avaliar pelo que vimos no Sporting, o povo está maduro para lhes abrir os braços. O povo e as pretensas elites, que se julgava educadas para defender a democracia contra a demagogia. Talvez tenham complexos de enfrentar os demagogos quando eles se reclamam do povo e se dizem seus defensores. Mas é assim mesmo que morrem as democracias: às mãos dos demagogos e pela deserção das elites. Desejo sinceramente que o Sporting não morra. Mas, se morrer, ou se for ao fundo durante uns anos, ao menos que sirva de exemplo."

Leia na íntegra o texto AQUI.

A chamada de primeira página que foi criticada por Bruno de Carvalho é uma opção editorial da direção, que por ela se responsabiliza, reconhecendo o risco de descontextualização que nesta nota pretende corrigir.

A direção