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Um dos agressores em Alcochete foi colega de escola de Rafael Leão. Montero, Palhinha e Salin também reconheceram atacantes

Alguns dos adeptos que invadiram a Academia atuaram de cara destapada. Expresso teve acesso aos autos da GNR

Hugo Franco, Pedro Candeias e Rui Gustavo

Rafael Leão

Carlos Rodrigues

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Pelo menos quatro jogadores do Sporting são consideradas testemunhas importantes para a investigação. Isto porque conseguiram descrever alguns dos 50 adeptos que invadiram a Academia de Alcochete na terça-feira passada - estes atacantes, ao contrário da maioria, agiram de cara destapada ou parcialmente tapada.

O jovem médio Palhinha garantiu no depoimento dado à GNR do Montijo que conseguirá reconhecer o “caucasiano, de 1,60 metros, 35/40 anos, barba preta com alguns pelos brancos e um dente prateado” que deu duas estaladas na cara do colega Freddy Montero. Também o avançado colombiano viu bem o rosto do homem que lhe bateu. E acrescentou um pormenor às autoridades: tem o cabelo vermelho.

O guarda-redes suplente Salin recorda-se igualmente com nitidez de um dos indivíduos, “com 1,80 metros, entroncado, mulato” e com uma cicatriz no sobrolho esquerdo. Não conseguiu confirmar no entanto se este participou ou não nas agressões.

Apesar de atuar com a cara parcialmente tapada, um dos agressores foi imediatamente reconhecido pelo jovem futebolista Rafael Leão. Este percebeu que se tratava de Ruben, um ex-colega do décimo ano da escola secundária de Alcochete. Leão reconheceu-o “pela parte superior do rosto, pois tinha oculta apenas a parte da zona da boca”, pode ler-se nos autos da GNR a que o Expresso teve acesso.

Apesar de não ter participado nos atos de violência contra os atletas leoninos, Fernando Mendes, o ex-líder da claque do Sporting, foi visto em Alcochete por diferentes testemunhas. E terá conversado com Jorge Jesus depois das agressões. Até ao momento continua em liberdade mas as autoridades querem perceber o papel deste destacado dirigente na invasão e agressão aos futebolistas e equipa técnica.