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Ata divulgada pelo Conselho Diretivo do Sporting é "ilegal" e o conteúdo é "manipulado, truncado e incompleto", acusa a mesa da AG

A Mesa da Assembleia Geral do Sporting acusa o Conselho Diretivo do clube de ter enviado aos sócios uma ata de "falsidades" e pede que a Procuradoria-Geral da República investigue o caso

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Jaime Marta Soares preside à mesa da assembleia geral do Sporting desde 2013

António Pedro Ferreira

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"Falsidades". Este sábado, o Conselho Diretivo do Sporting, liderado por Bruno de Carvalho, enviou aos sócios do clube a suposta ata da reunião da passada quinta-feira entre os orgãos sociais, mas a Mesa da Assembleia Geral, liderada por Jaime Marta Soares, garante que o documento publicado não é verdadeiro.

"O documento em causa não reflecte o teor da reunião plenária dos Órgãos Sociais do Clube realizada no passado dia 24 de Maio, não foi exibido, nem lido, nem assinado por qualquer um dos presentes", garante o comunicado a que a Tribuna Expresso teve acesso, além de assegurar que tal documento não é, legalmente, uma ata.

"O teor da referida mas inexistente acta, ardilosamente construída, encontra-se manipulado, truncado e incompleto, contendo um conjunto vasto de falsidades, de intervenções parcialmente transcritas e outras totalmente descontextualizadas, asseguram os membros da Mesa da Assembleia Geral do Sporting, que pedem também uma intervenção da PGR no caso.

"Considera-se que se impõe sobre a Procuradoria-Geral da República uma investigação sob a situação da designada acta, tendo também sobretudo em conta que a sua divulgação pública constitui prática dolosa e enganosa", lê-se no mesmo texto.

O comunicado na íntegra

"Comunicado da Mesa da Assembleia Geral do Sporting Clube de Portugal

Em face da divulgação pública durante o dia de hoje, por parte do Conselho Directivo, de um documento designado Acta da reunião dos órgãos sociais do Sporting Clube de Portugal de 24 de Maio, o Presidente da Mesa da Assembleia Geral, bem como todos os membros demissionários da Mesa da Assembleia Geral, vêm esclarecer os Sócios do Sporting Clube de Portugal em conformidade e nos seguintes termos:

1) O documento em causa não reflecte o teor da reunião plenária dos Órgãos Sociais do Clube realizada no passado dia 24 de Maio, não foi exibido, nem lido, nem assinado por qualquer um dos presentes. Para além disso, uma vez que não constitui qualquer acta do Clube, a sua designação e divulgação como tal, causa danos à imagem e honra da Instituição Sporting Clube de Portugal.

2) O teor da referida mas inexistente acta, ardilosamente construída, encontra-se manipulado, truncado e incompleto, contendo um conjunto vasto de falsidades, de intervenções parcialmente transcritas e outras totalmente descontextualizadas.

3) Para além de ilegal, nos termos gerais de Direito, a divulgação pública do documento em causa preenche também, objectiva e subjectivamente, uma prática criminosa que não pode deixar de merecer a respectiva censura e resposta, pelo que, na defesa dos interesses do Sporting Clube de Portugal enquanto Instituição de Utilidade Pública Desportiva, considera-se que se impõe sobre a Procuradoria-Geral da República uma investigação sob a situação da designada acta, tendo também sobretudo em conta que a sua divulgação pública constitui prática dolosa e enganosa.

4) Por último, por entender que não pode, nem deve, estar constantemente a responder a provocações e práticas ilegais constantes do Conselho Directivo, que apenas prejudicam a imagem e os destinos do Clube, vem a Mesa da Assembleia Geral esclarecer que só se pronunciará, como é sua prática, nos termos estatutários e sempre na defesa dos superiores interesses do Clube.

Lisboa, 26 de Maio de 2018

A Mesa da Assembleia Geral"