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MP contradiz Bruno de Carvalho: não há relatório a desresponsabilizar o Sporting das agressões em Alcochete

Bruno de Carvalho deu uma novidade aos órgãos sociais na última reunião em Alvaldade: a existência de um relatório da PGDL que garantia que o Sporting não teve responsabilidade no que aconteceu na Academia. Só que fontes contactadas pelo Expresso garantem que esse documento não existe

Hugo Franco

José Carlos Carvalho

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O presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, afirmou na última quinta-feira aos órgãos sociais da mesa de assembleia geral e do conselho fiscal e disciplinar que tinha uma novidade para dar: "Existe um relatório da Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL) que diz que o Sporting não teve responsabilidade no que aconteceu" em Alcochete na tarde de 15 de maio em que um grupo de 50 membros da Juventude Leonina agrediu jogadores e equipa técnica do clube.

Só que fonte do Ministério Público garante ao Expresso que esse relatório não existe, até porque nem tal corresponde às funções da PGDL, que são de gestão do Distrito de Lisboa e não de investigação criminal.

Também o gabinete de comunicação da PGR não confirma a existência do documento referido por Bruno de Carvalho, limitando-se a encaminhar o assunto para o comunicado da PGDL tornado público logo após as agressões na Academia do Sporting. " Relativamente à matéria das agressões em Alcochete, remete-se para a nota informativa publicada, a 22/5 na página da PGDL (http://www.pgdlisboa.pt/home.php), nada mais havendo a acrescentar."

A notícia tinha sido avançada este domingo pelo "Correio da Manhã".

Também o sindicato da PSP não iliba a SAD do Sporting nas agressões em Alcochete, ao contrário do que alega Bruno de Carvalho.