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Condutor do BMW “muito orgulhoso” de ter ido à Academia de Alcochete

Advogado de um dos quatro novos arguidos no caso das agressões em Alcochete garante que Nuno Torres não teve nada a ver com os encapuzados que bateram nos jogadores do Sporting. O mesmo Nuno Torres pontapeou um fotojornalista à entrada do tribunal

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À saída do Tribunal do Barreiro, o advogado Francisco Macedo garantiu que o seu cliente, Nuno Torres, um dos quatro membros da Juventude Leonina detidos esta quarta-feira pela PSP e GNR, está “muito orgulhoso por ter sido convidado para ir à Academia” para ter com os jogadores do Sporting.

Quando questionado sobre quem teria convidado o adepto a ir a Alcochete ao volante do seu BMW azul, o advogado nada disse. Limitou-se a criticar uma cadeia de televisão por ter mostrado a matrícula do carro de alta cilindrada que acabou por ser apreendido pelas autoridades.

O advogado confirmou que Nuno Torres foi buscar os restantes membros da claque agora detidos: Fernando Mendes, Ba Amadu e Joaquim Costa. E que nada tem a ver com as agressões de que foram alvo os atletas e equipa técnica do Sporting. Também nega que tenha entrado de cara tapada, como muitos dos que invadiram a Academia na tarde de 15 de maio. E ainda que quando entrou de carro já as agressões tinham terminado.

Horas antes, numa altura em que os quatro suspeitos entravam para o tribunal do Barreiro para serem ouvidos pelo juiz de instrução, Nuno Torres pontapeou um fotojornalista que se encontrava no local a fazer o seu trabalho.

Os primeiros interrogatórios aos quatro suspeitos vão ser realizados esta sexta-feira naquele tribunal. Só então é que ficarão conhecidas as medidas de coação.

O caso tem agora 27 arguidos, todos eles indiciados dos crimes de introdução de lugar vedado ao público, ameaça agravada, ofensa à integridade física qualificada, sequestro, dano com violência, detenção de arma proibida agravado, incêndio florestal, resistência e coação sobre funcionário e terrorismo.

Os primeiros 23 suspeitos ficaram em prisão preventiva nos estabelecimentos prisionais de Lisboa, Caxias, Setúbal, Montijo e PJ.