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Dionísio Castro oficializa candidatura na próxima semana: "Se BdC for a votos leva uma tareia pior do que Vale e Azevedo"

Retido em Luanda com paludismo, ex-atleta do Sporting não votou mas voa para Portugal logo que possa para apresentar candidatura às eleições do Sporting, agendadas para 8 de setembro. Acusa BdC desrespeito a Sousa Cintra ao barrar-lhe entrada em Alvalade, atitude que "indicia que tem medo do que se poderá destapar na SAD"

Isabel Paulo

Dionísio Castro já anunciou a sua candidatura à presidência do Sporting, mas também admite integrar uma lista conjunta com Frederico Varandas

Foto D.R.

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Dionísio Castro avança, esta segunda-feira, que mantém firme a decisão de se candidatar à presidência do Sporting, lamentado não ter contribuído com o seu voto para a destituição de Bruno de Carvalho por ter ficado de cama, em Luanda, com paludismo. Logo que tenha alta médica voa para Portugal para oficializar a corrida às eleições ao clube do seu coração, sem temer a concorrência do presidente-adepto deposto.

“Até é bom que vá a votos para levar uma tareia por mais de 90%. Pior do que Vale e Azevedo quando se candidatou contra Manuel Vilarinho (38%/62%, no ano 2000)”, afirma o antigo atleta olímpico, que lamenta que BdC não tenha cumprido a promessa de se afastar de Alvalade para evitar a queda no abismo da SAD em falência técnica. Para Dionísio Castro, a atitude anti-democrática do presidente destituído pela esmagadora maioria dos sócios é preocupante por indiciar telhados de vidro. “Tamanha teimosia em agarrar-se ao poder revela que está doente ou então que tem alguma coisa a esconder na SAD, diz o protocandidato leonino.

“É uma vergonha o que se está a passar no Sporting, com BdC a querer tomar conta de tudo e todos como se o clube fosse dele e não dos sócios”, refere, considerando uma falta de respeito barrar a entrada a Sousa Cintra, o ex-presidente “que tanto deu aos sportinguistas e está disponível para voltar a ajudar sem ganhar nada em troca, ao contrário de BdC que nunca abdicou de salário”.

O ex-empresário de jogadores e diretor do 1º de Maio frisa que nunca imaginou que BdC pudesse descer “tão baixo, ao ponto de chamar homem dos tremoços a alguém que nunca precisou do Sporting a não ser para servir o clube”.

Apesar da vontade de concorrer a solo, Dionísio Castro não rejeita, contudo, de vir eventualmente a abdicar da sua candidatura, “se for em prol de uma candidatura agregadora de uma grande maioria dos sócios”. “Não corro por protagonismo, mas por entender que posso contribuir para reerguer o Sporting”.