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"Nani é da mesma onda do Ronaldo", diz Sousa Cintra. E Nani diz que está "feliz por voltar a casa"

O internacional português acaba de ser apresentado em Alvalade e só pôde responder a cinco, seis perguntas da comunicação social. Porquê? Havia um voo rumo à Suíça para apanhar - é lá que está a equipa do Sporting a estagiar. Fica um contrato assinado por dois anos e a história de uma transferência a custo zero

Pedro Candeias

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Nani entrou no auditório Artur Agostinho com a camisola do Sporting vestida e com o inevitável Sousa Cintra a seu lado. O representante da Comsisão de Gestão pediu desculpas pelo atraso de 40 minutos e disse que gostava de "apresentar coisas boas no Sporting." E Nani é uma delas e foi sobre ele que falou cerca de cinco minutos, apesar de o tempo da conferência estar contado - porque o jogador tinha um avião para apanhar rumo à Suíça, onde iria encontrar a equipa treinada por José Peseiro.

"O Nani é uma das pérolas do Sporting. Ele é da mesma onda do Ronaldo, que vive o Sporting, dispensa apresentação. Saiu do Sporting para jogar nos melhores clubes da Europa. É um dos maiores motivos de orgulho deste clube. E ele transmite essa boa imagem. O Nani foi lançado na 1.ª Divisão pelo José Peseiro. Ou seja, o nosso treinador de agora é o que lançou o Nani, coisas do destino. O bom filho à casa do pai volta. O Nani, hoje, é um jogador do Sporting - é definitivo. Ele sentiu uma alegria enorme em poder voltar a representar o Sporting, um entusiasmo enorme. É importante para ti, Nani, e para a tua família".

Depois disto, os dois homens levantaram-se e deram um abraço. "Boa sorte, Nani".

E Nani falou, então.

Primeiro, sobre as expectativas. "É sempre bom voltar a casa, estar perto da família e dos amigos, numa casa onde me sinto bem e que conheço bem. Em relação às expetativas: trabalho, dedicação, ambição. Sabemos que o clube passou por uma fase complicada, mas estamos aqui para dar a volta. Vou dar o meu melhor."

Depois, a segunda de quatro perguntas possíveis, foi sobre o Mundial2018 - que não foi. "Estava a disposição do selecionador, mas a vinda para o Sporting não tem a ver com isso. Foi uma decisão pessoal, com os meus sentimentos. Era importante voltar a Portugal, a casa, sentir-me acarinhado pelas pessoas que gostam de mim de verdade. Essas pessoas merecem."

A terceira pergunta estava relacionada com o clima confuso e conturbado que o Sporting vive, e se esse clima confuso e conturbado não poderá ser obstáculo a uma candidatura ao título. "Temos de estar coesos, bem entre nós e com o clube. Se assim for, conseguiremos dar uma boa resposta em campo".

A seguir, uma dupla questão: o reencontro com Peseiro e a invasão à Academia. "É sempre bom voltar a trabalhar com um treinador que faz parte da tua história. Foi José Peseiro que me lançou e estou muito orgulhoso. Quanto a Alcochete... É um tema encerrado, do passado. Temos de nos focar no futuro e isso é que é o mais importante.

A quinta e sexta perguntas foram sobre outras ofertas - "tive, mas preferi o Sporting" - e o número que queria escolher - "o mesmo de sempre, se estiver disponível". Nani alinhou sempre com o número 17.