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Prisão preventiva para nove arguidos do ataque em Alcochete

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Os arguidos foram ouvidos em interrogatório no Tribunal do Barreiro

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A Academia do Sporting, em Alcochete, foi invadida por 50 adeptos no dia 15 de maio de 2018

Mário Cruz/Lusa

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Os novos nove arguidos no caso do ataque à academia de Alcochete vão ficar em prisão preventiva. A notícia é avançada esta quarta-feira ao final da tarde pelo “Correio da Manhã”, depois de os suspeitos terem sido ouvidos no Tribunal do Barreiro. O juiz atendeu ao pedido do Ministério Público (MP).

Além dos indícios da prática destes crimes que justificam a medida de coação mais grave, prisão preventiva, o juiz de Instrução Criminal considerou ainda existir perigo de fuga, de perturbação do decurso do inquérito e de grave perturbação da ordem e tranquilidade públicas.

Segundo o juiz Jorge Delca,citado pela agência Lusa, há "mais dois ou três" suspeitos que não se encontram em Portugal e que ainda não foram constituídos arguidos.

Na segunda-feira, 57 dias após o ataque, uma terceira operação policial levada a cabo por 40 elementos da GNR e 80 da PSP no âmbito da invasão da academia do Sporting resultou na detenção de nove novos suspeitos. Somando tudo, foram já registadas neste caso 36 detenções.

De acordo com o Ministério Público, há “fortes indícios” de os novos suspeitos tenham participado na invasão de 15 de maio, por volta das 17 horas, estando associados a “crimes de introdução de lugar vedado ao público, ameaça agravada, ofensa à integridade física qualificada, sequestro, dano com violência, detenção de arma proibida agravado, incêndio florestal, resistência e coação sobre funcionário e terrorismo”.

O QUE DISSERAM OS JOGADORES NA ALTURA

Oito dias depois da invasão, a Tribuna Expresso teve acesso a mais de 20 testemunhos de elementos do Sporting, prestados no Comando Territorial de Setúbal na noite de 15 maio, horas depois do ataque do grupo de encapuzados a Alcochete.

Jogadores, fisioterapeutas, um scout e um preparador físico traçam um cenário de terror que começou pouco antes das 17h e que deixou um rasto de violência física e de abusos verbais que levaram os "depoentes" a estados de "choque" e a "temer pela vida". Pode (re)ler tudo AQUI.