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O surfista prateado

Depois de Tiago Pires ter brilhado no surf internacional, é a vez de Frederico Morais (aka Kikas) fazer história. Kikas chegou à final da etapa sul-africana da liga mundial de surf e alcançou a melhor classificação de sempre de um surfista português. Recuperamos o perfil de Tiago Pires, que esteve lá, na África do Sul, para acompanhar a prova. A 18 de setembro de 2004, Tiago Pires era apresentado, nas páginas do Expresso, como “o rei das nossas ondas”. Título que é hoje de Kikas

Ana Soromenho

Em 2004, o melhor português no surf mundial era Tiago Pires. Agora o surfista assistiu de perto ao nascimento do sucessor no título

FOTO JOÃO VALENTE/SURF PORTUGAL

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Num ano em que Portugal, subitamente, se virou em massa para o desporto, o surfista Tiago Pires (que todos conhecem por “Saca”), o único português na grande competição daquele que é considerado o desporto-rei no mar, continua a correr sozinho na praia. O surf é feito em marcha solitária e, no caso de “Saca”, talhado em exclusividade absoluta. Com um currículo de vários troféus acumulados em quase uma década, ele é proclamado pelas revistas internacionais da modalidade como uma das grandes promessas da nova geração. Desde 1994, ano em que começou a aparecer em campeonatos, traçou o seu percurso com disciplina férrea de quem quer atingir a meta.

Dizem que a história do surf é feita de mitos. Para Tiago Pires, o maior momento de glória aconteceu no Havai, num 'spot' consagrado a Meca dos surfistas, pela aura que transporta e pela excelência das ondas. Sunset Beach, dezembro de 2000. Nesse dia, em que concorria no Rip Curl Pro, a etapa final de um dos mais importantes circuitos mundiais de surf (o WQS, World Qualifying Series), Tiago fez uma performance alucinante e conquistou o segundo lugar no pódio e também o prémio de 'rookie' da Triple Crown desse ano. Foi o momento que confirmou todo o investimento que tinha feito até então na carreira. O instante em que ele vislumbrou que estava quase lá, com a ponta dos dedos a tocar um sonho. Tiago provou o doce sabor da vitória — obteve o melhor resultado de sempre de um surfista europeu de competição em circuitos mundiais —, mas também experimentou o travo amargo de ter ficado a escassos pontos da porta de entrada para o WCT (World Championship Tour), considerado a Fórmula 1 dos campeonatos de surf.

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