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Não há doze sem treze. Djokovic na final do US Open

O número um mundial ganhou pela 13ª vez consecutiva a Gael Monfils e está na final para tentar ganhar o 13º título do Grand Slam. E hoje é sexta-feira

Rui Gustavo

Ultimamente Djokovic só sabe vencer

Alex Goodlett/Getty

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É a maior bravata de sempre da história do desporto mundial. Depois de perder 16 jogos contra Jimmy Connors, o americano Vitas Gerulatis ganhou finalmente ao adversário e bradou: "Ninguém ganha 17 vezes a Vitas Gerulatis". O francês Gael Monfils ainda vai ter de esperar mais um bocado para dizer qualquer coisa do mesmo género. Perdeu esta sexta-feira pela 13ª vez em 13 jogos contra Novak Djokovic e adiou, mais uma vez, a possibilidade de ganhar um torneio do Grand Slam. E, aos 30 anos, o tempo não corre a favor de nenhum atleta.

O número um mundial, Novak Djokovic apurou-se para a final e tem assim a possibilidade de ganhar o 13º título do Grand Slam e aproximar-se do Deus dos courts, Roger Federer, que tem 17 títulos e cada vez mais lesões. Se ganhar a final (contra Wawrinka ou Nishikori) iguala Rafael Nadal e Pete Sampras, os semideuses do ténis, com 14 títulos de Grand Slam cada um.

Gael Monfils, que quando era júnior ganhou três torneios do Grand Slam (falhou o Open dos Estados Unidos), ainda deu alguma luta no terceiro set, que ganhou, mas voltou a ficar pelo caminho. Nunca chegou a uma final, apesar de ficar para a história como um dos jogadores mais divertidos de sempre: faz pontos em suspensão, raramente se enerva e tem de facto um excelente sentido de humor.

Djokovic, que não ganhou qualquer torneio importante enquanto júnior e no início da carreira deu mais nas vistas pelas imitações impecáveis que fazia dos adversários e até das estrelas femininas, recebeu assistência médica e rasgou um pólo, mas ganhou.

E Vitas Gerulatis, que morreu aos 40 anos intoxicado por monóxido de carbono na piscina de um amigo, ainda conseguiu um título do Grand Slam na Austrália, em 77, e está no panteão dos grandes campeões do court e das piadas.

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