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Eu sou a Williams, do clã Williams. E no final só pode haver uma Williams

Em 1998, as irmãs tiveram o primeiro confronto em Melbourne. Encontraram-se mais algumas vezes mas desde 2009 que não discutiam quem leva um troféu (um dos grandes) para casa. 2017 é o ano em que isso muda. Venus ou Serena? A final do Open Australia vai ser ganha por uma Williams

Filipa Bulha Pereira

KARIM JAAFAR

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Em 2001, as irmãs fizeram história. Encontraram-se na final do US Open (desde 1884 que nenhuma final de um grande torneio era disputada entre irmãos) e nesse primeiro encontro entre manas numa fase decisiva de um Grand Slam, Venus levou a melhor. Porque era a melhor. E porque era mais velha.

Passados alguns meses, Serena, mais nova e menos experiente, ganhou confiança e começou a mostrá-la nos courts. A tenista somou vitória atrás de vitória e, em 2003, deu-se outro momento histórico. O palco foi o Open Australia. A final do torneio foi ganha por Serena por 7-6(4) 3-6 6-4. Estes foram os anos (2002-03) dos “Serena Slams”. A irmã mais nova levou para casa todos os quatro grandes troféus.

Desde então, não se voltaram a encontrar em Melbourne, até agora. Primeiro, foi Venus a qualificar-se. A número 17 do ranking WTA venceu a número 35, Coco Vandeweghe, por dois sets a um [6-7(3), 6-2, 6-3].

Depois, foi a vez de Serena.

A Williams mais nova acabou com o conto de fadas de Mirjana Lucic-Baroni, vencendo o confronto com a croata por dois sets a zero, com parciais de 6-2 e 6-1. Et voilá, o mundo poderá assistir a uma final entre irmãs, a primeira absoluta desde 2009.

Após estar garantida esta final, Serena comentou: “[Venus] Significa tudo para mim. Não poderia estar mais feliz com estes resultados e estarmos as duas na final é um sonho tornado realidade para ambas”. E ainda acrescentou: “Acontenca o que acontecer, nós ganhámos. Ela passou por muito, eu passei por muito. Uma Williams vai ganhar o torneio”.

Para Serena, vencer a irmã seria a cereja (e o morango...e o chantilly) no topo do bolo. É que, ganhando, passa a número 1 do ranking e ultrapassa Steffi Graff na posição de segunda maior vencedora de Grand Slams. Isto porque ambas contam com 22 títulos, logo atrás da líder histórica Margaret Court (24 títulos).

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