Tribuna Expresso

Perfil

Ténis

Federer já está na final, agora faltas tu Rafa

Suíço bateu o compatriota Stan Wawrinka em cinco sets (7-5, 6-3, 1-6, 4-6 e 6-3) e está pela sexta vez na final do Open da Austrália, torneio que já conquistou em quatro ocasiões. Agora quase todos esperam que a decisão seja frente ao espanhol. Até o próprio Federer: "Tivemos batalhas épicas ao longo destes anos e seria incrível jogarmos aqui". Seria, pois.

Lídia Paralta Gomes

Cameron Spencer/Getty

Partilhar

Foram precisas mais de três horas, cinco sets, duas assistências médicas (uma para cada lado), mas Roger Federer está na final do Open da Austrália, depois de derrotar Stan Wawrinka por 7-5, 6-3, 1-6, 4-6 e 6-3.

O suíço, que não jogava desde o torneio de Wimbledon do ano passado e que entretanto ‘tombou’ para o 17.º lugar do ranking mundial, consegue assim, aos 35 anos, chegar à 6.ª final no Open da Austrália, torneio que venceu quatro vezes, a última das quais em 2010. Será ainda a 28.ª final em majors para Federer, um recorde absoluto, ele que pode chegar ao 18.º título e cimentar assim a liderança entre os tenistas com mais vitórias em provas do Grand Slam. Desde 2012, em Wimbledon, que Federer não conquista um dos quatro principais torneios do ano.

Se a final Serena Williams-Venus Williams, no torneio feminino, garante desde já uma viagem nostálgica pela história do ténis das últimas duas décadas, o ramalhete pode ficar completo caso a final masculina seja aquela que quase todos desejam: um reencontro entre Federer e Rafael Nadal na decisão de um torneio do Grand Slam, algo que não acontece desde o Roland Garros de 2011.

O espanhol, n.º 9 do Mundo, não chega a uma final de um major desde 2014 (Roland Garros) e daí para cá tem passado um autêntico calvário com lesões. Tal como Federer, surgiu renascido na Austrália e joga na manhã de sexta-feira (às 8h30 de Lisboa) as meias-finais com o búlgaro Grigor Dimitrov.

Federer bateu o compatriota Stan Wawrinka em cinco sets

Federer bateu o compatriota Stan Wawrinka em cinco sets

Quinn Rooney/Getty

E não são só os amantes do ténis que querem uma final Federer-Nadal: o próprio jogador suíço explicou no final da sua meia-final quão especial seria discutir o título com o maiorquino, dono de 14 torneios do Grand Slam. Pela história do duelo, pelo currículo de ambos, pelas dificuldades que passaram nos últimos meses.

“Vou deixar tudo aqui na Austrália e se no final não conseguir caminhar mais cinco meses não há problema. O Rafa é o maior desafio, provavelmente sou o seu fã número um. Tivemos batalhas épicas ao longo destes anos e seria incrível jogarmos aqui. Acho que nenhum de nós pensaria jogar uma potencial final cá: há uns meses fui à abertura da sua academia em Maiorca e disse-lhe ‘Gostava muito que jogássemos uma partida solidária ou algo assim’. Mas eu só conseguia jogar com uma perna e ele tinha uma lesão no pulso, pelo que jogámos um pouco de mini-ténis com uns juniores e pensámos ‘Neste momento, isto é o melhor que conseguimos fazer’. Passado uns meses, é possível irmos a uma final, por isso já é um torneio muito especial para nós”, sublinhou o helvético.

Para que aconteça aquela que muitos dizem ser “a final do século”, Roger já fez a sua parte. Agora faltas tu Rafa.