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João Sousa venceu mas foi obrigado a cortar logotipo

Pela terceira vez na carreira o tenista português conseguiu passar à segunda ronda do Masters de Indian Wells, mas com um episódio insólito pelo meio. O árbitro deu-lhe uma tesoura e obrigou-o a cortar um dos logotipos do chapéu

Expresso

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Primeiro vamos ao que realmente importa. João Sousa venceu o argentino Diego Schwartzman, pelos parciais de 4-6, 6-3 e 6-4 e apurou-se para a segunda ronda do Masters de Indian Wells, disputado nos Estados Unidos.

Já em 2014 e 2016, o vimaranense tinha conseguido disputar a segunda ronda daquele torneio, mas sem conseguir ir mais além. O número 37 do ranking mundial, terá agora pela frente o alemão Mischa Zverev, número 33 do ranking ATP, que no Australian Open venceu Andy Murray. Porém, na única vez que João Sousa e Zverev se defrontaram, no ‘challenger’ de Istambul, em 2010, venceu o português.

Ao contrário das anteriores passagens por Indian Wells, desta feita, João Sousa viveu um momento caricato dentro do court. Ainda no início do primeiro set, o árbitro brasileiro Carlos Bernardes chamou o português, deu-lhe uma tesoura para a mão, e pediu-lhe para cortar um dos logotipos do chapéu. É que as regras dizem que os tenistas só podem utilizar um logotipo do fabricante por peça de roupa. João Sousa cortou a publicidade mas não escondeu alguma irritação pelo rigor do árbitro e aproveitou para alertar para os erros que já tinham sido cometidos, mais importantes para o jogo do que o "pormenor" do chapéu.

"Tentem fazer o vosso trabalho bem, já erraram três bolas. Pá, isto são paneleirices. Por amor de Deus", queixou-se Sousa, enquanto fazia trabalho de retrosaria.