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Estoril Open: um Midas de bilheteira chamado Del Potro, o já esperado wild card para Gastão Elias e um top 10 na calha

O único evento do circuito ATP que se realiza em território nacional vai para a terceira edição e este ano com o mais apetecível elenco da sua ainda curta história. João Zilhão, diretor do torneio, admite que o fator Juan Martín Del Potro fez disparar a venda de bilhetes, no dia em que anunciou o destinatário do primeiro convite: sem surpresas, será para o n.º2 nacional

Lídia Paralta Gomes

Julian Finney/Getty

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Há os bons jogadores e depois há os bons jogadores que vendem muitos bilhetes. E Nick Kyrgios e Juan Martin del Potro são dos últimos, dois rapazes com o toque de Midas, para alegria da organização do Estoril Open, que esta quinta-feira anunciou ainda o já mais que esperado wild card para Gastão Elias, n.º 2 nacional.

“Há duas semanas estávamos três vezes acima do ano passado em termos de venda de bilhetes. Realmente o fator Del Potro é inacreditável em Portugal. Acho que pelo facto de já ter ganho cá duas vezes no passado, por ter muito carisma, por o público portugueses gostar dele. A vinda dele tem tido um efeito gigantesco na venda de bilhetes, o que é ótimo”, admite o diretor do torneio, João Zilhão.

O mesmo se aplica ao australiano Nick Kyrgios, que tem “mau feitio, mas é um ótimo miúdo”, sublinha Zilhão. “Connosco tem sido extraordinário e chega cá num grande momento de forma. Está a jogar muito, muito bem. Acho que por estes dias o único tenista que o pode travar é o Federer. Ganhou ao Djokovic duas vezes seguidas e é um jogador que nos dá muito gozo trazer outra vez”.

Assim, o mais natural é que a cifra de 37.890 espectadores registada em 2016 seja ultrapassada este ano. “Estamos a contar esgotar mais de três sessões este ano”, diz o responsável do único torneio ATP jogado em território nacional.

Além do “carisma” de Del Potro (34.ª ATP) e “buzz” que cria Nick Kyrgios, atual 16.º do ranking, a lista de inscritos conta ainda com Richard Gasquet (22.º ATP), primeiro vencedor do Millenium Estoril Open, há dois anos, Nicolas Almagro (56.º ATP), vencedor em 2016, Pablo Carreno-Busta (19.º ATP) e, claro, do melhor português de sempre, João Sousa, n.º 35 do Mundo e que completa hoje 28 anos.

Um quadro de respeito e que ainda não está fechado

"Estamos muito contentes com o quadro, sem dúvida. Conseguimos convencer alguns dos mais carismáticos jogadores do circuito a vir a Portugal. Claramente, é a edição que apresenta o quadro mais forte. Estamos muito contentes também por termos batido a lista de inscritos dos outros dois torneios - Istambul e Munique - que se realizam esta semana", refere João Zilhão. Já Gastão Elias, recebeu ontem o telefonema que confirmou a sua presença no Estoril Open: "Obviamente o Gastão, sendo o outro português do top 100, merecia o convite. É um extraordinário jogador e estamos muito contentes que se venha juntar ao quadro principal".

A esta lista de jogadores pode juntar-se ainda um nome forte, que receberá um dos wild cards ainda disponíveis. “Temos um pedido de grande peso, mas nada está fechado. As negociações estão em cima da mesa”, diz Zilhão, que revela tratar-se de um atual Top 10 do ranking ATP. Quem será (se chegar a ser) é coisa para sabermos só lá mais para datas próximas do arranque do torneio.

A edição deste ano do Estoril Open arranca a 29 de abril, com o qualifying, estendendo-se até dia 7 de maio, na terra batida do Clube de Ténis do Estoril. A edição do próximo ano está já assegurada - apesar do Millenium BCP ainda não ter confirmado se continua como sponsor principal.