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Azarenka quer creches no WTA: “Nem todos os jogadores podem contratar um bando de babysitters”

A antiga número 1 do mundo deixou o repto em Wimbledon: são precisas melhores condições para apoiar as jovens mães que competem no circuito profissional.

OLI SCARFF/GETTY IMAGES

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Victoria Azarenka quer que o circuito WTA apoie mais as jovens mães. A atleta, que foi mãe em dezembro e voltou em junho à competição, deixou o repto, esta quarta-feira, em Wimbledon: são precisas creches temporárias durante os torneios.

“Já falei com as pessoas do WTA e farei tudo o que for possível para chegarmos lá, porque penso que é muito importante”, declarou depois de ter carimbado a passagem à terceira ronda do torneio.

Azarenka, que hoje ocupa um humilde 683º lugar do ranking - esteve cerca de um ano afastada da competição - considera que o circuito feminino tem de ter as mesmas condições que o masculino.

“Os homens têm esse luxo de ter berçários e outras benesses nos torneios. É tempo das mulheres terem os mesmos serviços. Para as mulheres é muito mais importante e difícil”, declarou ainda, citada pela Eurosport.

Além de lugares próprios para deixar os mais pequenos, Azarenka referiu outra dificuldade adicional: a de muitas vezes não saber a que horas vai começar um jogo - há uma hora indicativa do primeiro encontro que se disputa no court.

A mãe do pequeno Leo conta, ao que parece, com pelo menos um apoio de peso: nada menos que Judy Murray, a mãe do atual nº 1 do ranking masculino, Andy. E poderá ainda contar com Serena Williams, a tenista feminina mais importante da última década, que está prestes a ser mãe - por isso não está em Wimbledon.

Num contexto de glamour e luxo, a bielorrussa chamou a audiência à pedra: “Nem todos os jogadores têm o dinheiro para contratar um bando de babysitters. Os do top ten podem, mas não os seguintes. Por isso é importante”, rematou.