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O plano de Federer para 2017 terminava com uma taça em Londres. Mas até os planos de Federer falham

O suíço falhou o acesso à final do ATP Finals, ao perder de forma surpreendente com o belga David Goffin em três sets

Lídia Paralta Gomes

Clive Brunskill/Getty

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Roger Federer é um rapaz de 36 anos e os rapazes de 36 anos têm de se cuidar. Vai daí, o maior entre os tenistas definiu a régua e esquadro um plano para a temporada, um plano adequado para aqueles que já não recuperam nem têm a frescura dos rapazes de, digamos, 25 anos.

O suíço fez apenas 12 torneios esta temporada, dos quais ganhou sete, incluindo Open da Austrália e Wimbledon e três Masters 1000. Para estar tão bem e ter um rendimento tão constante, renunciou, por exemplo, a Roland Garros e a vários torneios importantes como os Masters de Madrid, Roma ou Paris, este último para chegar aos ATP Finals fresco que nem uma alface.

Pois bem, se ao longo da temporada o plano de descanso do suíço foi resultando, no último torneio do ano falhou: Federer perdeu este sábado frente ao belga David Goffin nas meias-finais da prova que reúne em Londres os oito melhores da temporada.

Goffin cometeu uma das surpresas da semana, na medida em que depois da desistência de Rafael Nadal por lesão, quase toda a gente acreditava que Federer tinha via aberta para vencer o ATP Finals pela 7.ª vez, a primeira desde 2011. O belga de 26 anos venceu em três sets, com parciais de 2-6, 6-3 e 6-4, naquela que é a sua primeira vitória de sempre frente a Federer e provavelmente o melhor triunfo da sua carreira.

Vai agora disputar no domingo uma final improvável frente ao norte-americano Jack Sock ou ao búlgaro Grigor Dimitrov, desfecho que ninguém acreditaria ser possível no início da semana.