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Roger Federer a imitar The Rock e a dizer que o seu braço esquerdo é "apenas decoração"? Sim, aconteceu

Imaginaria o tenista suíço a interpretar uma pose de mauzão do ator, e ex-wrestler, americano? Ou a dizer que prefere que os seus filhas e filhas batam as pancadas de esquerda a duas mãos, e não com apenas uma, como o pai faz tão elegantemente? Como Roger Federer tem andado bem-disposto, fez ambas as coisas após garantir a passagem aos oitavos-de-final do Open da Austrália

Diogo Pombo

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Roger, particularmente nos últimos tempos, talvez pelo avançar da idade - que faz uma pessoa ajuizar-se e ficar mais sábia -, ou por tudo o que já ganhou no ténis - não valerá a pena pormenorizar além dos 19 torneios do Grand Slam que tem -, tem-se apresentado bastante jovial, bem-disposto e deveras brincalhão. Não que Federer existisse de outra forma, antes, mas, pelo menos no último ano, o suíço tem estado, em duas palavras, mais tranquilo.

Há dias, ele já tinha alinhado na brincadeira de ter Will Ferrell, um dos atores de Hollywood mais agarrados à comédia e às piadas, a entrevistá-lo em pleno court, após vencer o seu encontro na primeira ronda. Na madrugada deste sábado, e ainda mais descontraído, Federer voltou a estar no meio de um momento quase de lazer.

Na Rod Laver Arena, palco principal do major australiano, que se realiza em Melbourne, o suíço, sendo o ganhador do duelo contra Richard Gasquet, respondeu a algumas perguntas de Jim Courier. Logo aí uma ocasião algo especial, porque o americano, no seu tempo, foi número um do ranking, conquistador de quatro Grand Slams e ainda o mais novo de sempre a chegar à final na Austrália, em Roland Garros, em Wimbledon e no US Open.

Portanto, Roger Federer alinhou no tom e no tipo de conversa.

Courier, tão relaxado e sem filtros como o suíço, e após algumas perguntas da praxe sobre o momento de forma do tenista e a comparação com o ano transato (Federer venceu em Melbourne depois de seis meses de paragem, por lesão), perguntou-lhe sobre uma conversa que tiveram, há dias, sobre as filhas e os filhos do helvético - ao que parece, Roger dissera-lhe que não queria que eles, jogando ténis, batesse a pancada de esquerda a uma mão, como tão elegante e formidavelmente o pai o faz (e Gasquet, já agora).

Federer prefere que o façam a duas mãos, como a maioria dos tenistas. “Porque não? Não sei, só acho que a esquerda a duas mãos é mais fácil, apesar de eu não conseguir bater uma esquerda a duas mãos. Não sei, as raquetes são pesadas ao início, eles jogam com duas mãos e sinto que têm mais controlo. Eu tive dificuldades com a minha esquerda nos primeiros 14 ou 16 anos, não tinha músculo no ombro e toda a gente jogava para a minha esquerda. Acho que a duas mãos é uma pancada mais fácil”, explicou o suíço.

E concluiu, dizendo que mais ou menos até aos 6 anos ainda bateu com as duas mãos, resumindo que, hoje, a sua mão e braço esquerdo são “apenas decoração”. E assim ele, Courier e muita gente nas bancadas iam rindo e sorrindo.

Mais ainda quando o ex-tenista americano, pegando numa imagem que, esta semana, Roger Federer publicou na sua conta de Twitter, o desafiou a comprovar que, de facto, tem estado em contacto com The Rock, ator de Hollywood conhecido, entre muita coisas, pelas poses que insiste que sejam as suas imagens de marca. Tanto que o suíço acabou por replicar uma delas, no court.

Bem-disposto, animado e divertido, já nos oitavos-de-final do Open da Austrália.