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E vão 97 títulos para o tenista eterno, Roger Federer

Um dia após se tornar no mais velho de sempre a chegar (ou a regressar) à liderança do ranking mundial, Roger Federer conquistou o torneio de Roterdão, batendo Grigor Dimitrov (6-2 e 6-2) na final. A lenda do suíço não vai terminar tão cedo e esta vitória garante-lhe que continuará como número um do mundo, pelo menos, até 19 de março

Diogo Pombo

Jan Kok/Soccrates

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Até parece estranho escrevê-lo, mas, este sábado, em Roterdão, um novo número um do mundo ia jogar uma a final de um torneio ATP 500, contra um tenista que, pelo estilo de bater a bola, mover-se no court e colocar o corpo nos momentos das pancadas, é há muito visto como uma espécie de clone inferior.

Roger Federer, o multi-titulado suíço que, aos 36 anos e 195 dias de vida, se tornou no tenista mais velho de sempre a ocupar a liderança do ranking mundial - na prática, só o passará a ocupar na segunda-feira -, tinha uma final para jogar contra Grigor Dimitrov.

O búlgaro, de 26 anos, uma das outras elegantes e boas esquerdas a uma mão do circuito, estava motivado e com renovado estatuto pela conquista do ATP Finals, no final da temporada passada. É o número cinco do mundo, um excelente tenista, um provável futuro vencedor de um Grand Slam.

Mas, do outro lado da rede, Roger Federer é Roger Federer.

E o suíço atropelou o búlgaro no primeiro set, que venceu por 6-2 em 25 minutos, e no segundo, que fechou com os mesmos parciais, em meia hora. Ou seja, em 55 minutos, Federer fechou o encontro, confirmou a terceira vitória no torneio holandês e garantiu uma conquista para embelezar, ainda mais, este final de semana em que retornou ao (de facto) topo do ténis.

Na 147ª final da carreira, excluindo a vertente de pares, o suíço conquistou o 97º título - e deixou o pecúlio particular contra Dimitrov nos 9-0.

A vitória em Roterdão assegura que Roger Federer não possa perder a liderança do ranking, pelo menos, até ao final do torneio Masters 1000 de Indian Wells, nos EUA, que termina a 18 de março. O segundo classificado é Rafael Nadal, espanhol que tem 16 majors conquistados, contra os 20 do suíço.

E, por falar em recordes, Roger Federer garantiu que vai acentuar ainda mais a sua lenda num tópico: mesmo que não jogue até ao final de Indian Wells, chegará às 306 semanas contadas como número um do mundo.

A lenda continua.

  • Federer, o líder mais velho de sempre (e já nada temos para dizer sobre ele)

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    Roger Federer será o líder do ranking mundial mais velho de sempre, com os seus 36 anos já a meio caminho dos 37. Para sermos sinceros, não temos grande coisa mais a dizer sobre o suíço e, como não queremos redundar em elogios, resolvemos ir ver o que falta ao suíço vencer nesta vida (quase nada) em que vai personificando aquele famoso ditado sobre vinhos

  • Não clames contra o apagar da luz que finda, Roger

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    Ninguém sabe o que há dentro da cabeça do melhor, mais titulado, elegante e gracioso tenista da história. O Roger Federer de 36 anos acabou de ganhar o seu vigésimo torneio do Grand Slam, na Austrália, e imaginámos que tipo de coisas diria ao Roger Federer de 21 anos, que venceu o primeiro, em Wimbledon, em 2003