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João Sousa, o destruidor de números 9. Sem espinhas

O tenista português defrontou David Goffin, o belga que é o nono classificado do ranking mundial ATP, que a teoria dizia ser um adversário complicado, muito difícil de bater e, no fundo, melhor do que ele. Mas João Sousa jogou como nunca e bateu Goffin em dois sets (6-0, 6-1). Sem espinhas

Diogo Pombo

Matthew Stockman

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O primeiro set durou, apenas, 23 minutos. E viu-se um tenista a ganhar 29 dos 38 pontos.

Esse tenista foi o português João Sousa, o rejuvenescido, motivado, em grande, que destruiu quem estava do outro lado da rede com um parcial de 6-0. Um set limpo contra David Goffin, que não é qualquer um: o belga está na nona posição do ranking mundial da ATP e, há uns meses, estava a jogar a final do World Tour Finals, em Londres, contra Grigor Dimitrov.

Ou seja, Goffin é um dos 10 melhores tenistas do mundo, em pontos e, na verdade, em estatuto. Depois de perder por 6-0, tentou reagir e não conseguiu, acabou a ser batido pela mesma forma, pelo mesmo ímpeto, pelas mesmas arrasadoras pancadas de direita de João Sousa. Por 6-1.

É verdade, também, que o belga não jogava há 33 dias devido a uns problemas físicos. Mas não é mentira escrever que, mesmo assim, nunca pareceu estar sequer perto de poder fazer frente ao português que talvez esteja a passar por um dos melhores momentos da carreira.

João Sousa venceu um jogador do top-10 mundial pela quarta vez. Antes, já batera David Ferrer (Kuala Lumpur, em 2013), Kei Nishikori (Tóquio, em 2016) e Alexander Zverev, há semanas, em Indian Wells. Nesse torneio, foi eliminado por Milos Raonic, dando muita luta. E agora, com este atropelo a Goffin, chegou à terceira ronda de um Master 1000 pela terceira ocasião na carreira.

O português, de 28 anos e com o 80.º posto do ranking, vai esperar para ver quem defrontará no próximo encontro: ou o americano Jared Donaldson ou o espanhol Feliciano López